<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-20657167</atom:id><lastBuildDate>Mon, 21 Dec 2009 12:43:47 +0000</lastBuildDate><title>conversas de pintor</title><description>Conversas sobre tudo o que a vista alcança e sobre pinturas também, da autoria de Costa Brites</description><link>http://conversasdepintor.blogspot.com/</link><managingEditor>costa.brites@netvisao.pt (Costa Brites)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>37</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20657167.post-8463803195372722255</guid><pubDate>Sun, 06 Dec 2009 20:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-06T21:46:06.163Z</atom:updated><title>J.M.F. Coutinho e a sua obra fotográfica</title><description>&lt;div style="color: #eeeeee;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://s168.photobucket.com/albums/u166/conversasdepintor/?action=view&amp;amp;current=02a.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket" border="0" src="http://i168.photobucket.com/albums/u166/conversasdepintor/02a.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Conheço de &lt;b&gt;J.M.F. Coutinho&lt;/b&gt;, isto é José Manuel Ferreira Coutinho, artista fotógrafo, por um variado conjunto de textos escritos que divulga na internet a respeito do seu percurso pessoal e ficheiros gráficos anexos, além de uma variada presença noutros sites especializados em fotografia.&lt;br /&gt;Tive ainda acesso a um volumoso pacote de originais seus, o que alargou bastante a memória que tinha da exposição que fez no edifício Chiado, as &lt;b&gt;“Filosografias”&lt;/b&gt;, e melhor me lembraria se para esta mesma mostra tivesse sido feito um catálogo, como é hábito na instituição relativamente à generalidade dos artistas que ali expõem e que se justificaria plenamente pelo mérito das obras expostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou deixar de lado o evidente prazer (ou necessidade) que sente em titular os seus trabalhos, depois mesmo de ter lido a defesa que faz dessa atitude. Lembro-me agora que também eu coloco títulos aos meus trabalhos de pintura. Com a diferença que os títulos que coloco aos meus trabalhos “nada” têm a ver com o conteúdo plástico dos mesmos. Ou seja, fogem deliberadamente a qualquer coisa essencialmente inerente à sua matéria plástica. Não confluem. São apenas um eco que, numa parede oblíqua, atira para outras paragens a multiplicidade das leituras possíveis. Ficam por isso ligados apenas à sua “matéria crítica”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu entender a sólida substância de que se constroem muitos dos trabalhos de &lt;b&gt;J.M.F.Coutinho&lt;/b&gt; torna fácil memorizá-los. Tomo por isso a liberdade de os purificar da sua categoria de objectos legendados, ou legendáveis. &lt;br /&gt;Tenho uma das suas vinte e cinco fotografias aqui ao meu lado, e tenho olhado para ela à medida que venho escrevendo este texto e cada vez me sinto mais capaz de “vê-la” por dentro da sua complexidade, da sua espessura significativa. Como tenho as vinte e cinco fotografias sobrepostas faço agora um outro exercício de observação: Substituo a primeira das provas observadas por uma outra da série que aqui possuo. &lt;br /&gt;E o fenómeno do ganho de legibilidade repete-se a cada mudança de imagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://s168.photobucket.com/albums/u166/conversasdepintor/?action=view&amp;current=05a.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i168.photobucket.com/albums/u166/conversasdepintor/05a.jpg" border="0" alt="Photobucket"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Chegando a este ponto da apreciação do trabalho de Coutinho é praticamente supérfluo dizer que se trata dum diligente militante de causas artísticas, envolvido em projectos muito ambiciosos de agremiação cultural, envolvendo muita gente de muitos lugares.&lt;br /&gt;Leio mais uma vez alguns dos seus textos e acho significativa a associação da calma e da serenidade, que usualmente valorizam e caracterizam os seus momentos de captação de imagens fotográficas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito interessante fazer a conotação desta ideia com o conjunto de trabalhos que produz e aprender com isso a associar a atitude de olhar com a capacidade de ver. Encontrar, sobretudo, na pluralidade dos objectos e dos lugares que coloca ao alcance do observador aquela “pico” de tensão, que gosta de chamar “punctum”, à maneira de &lt;b&gt;Roland Barthes&lt;/b&gt;, e que de forma tão particular pode ser chamado a referenciar algumas das suas captações.&lt;br /&gt;A tranquilidade observativa, um certo culto do “silêncio”, são de facto condimentos particulares do seu modo de ver. &lt;br /&gt;Esse princípio ordenador conduz-nos a uma outra dimensão das suas observações: a tendência de sintetizar, de confinar ao essencial os meios de que se serve sem que eles percam a opulência expressiva. Uma imagem pode ser reduzida ao seu essencial, pode não depender de efeitos documentais e de focagem, pode “transgredir” até e não perder a capacidade de nos esclarecer, dando-nos prazer e provocando-nos emoção, ainda conforme Barthes.&lt;br /&gt;Alguma arte fotográfica parece conduzir esse princípio de economia de sinais a um despojamento tão extremo que subtrai inteiramente ao observador o motivo de olhar para ela.&lt;br /&gt;J.M.F. Coutinho é um homem delicado e não quer seguramente deixar-nos de “olhar vazio”.&lt;br /&gt;Algumas das suas sínteses mais concentradas são, aliás, aquelas que mais emoções nos comunicam.&lt;br /&gt;Umas vezes através da alusão poético-simbólica, outras vezes mediante o reforço da plasticidade dos elementos colhidos, por uma concentração de valores significativos de encontro à sua própria saturação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://s168.photobucket.com/albums/u166/conversasdepintor/?action=view&amp;amp;current=04a.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket" border="0" src="http://i168.photobucket.com/albums/u166/conversasdepintor/04a.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #eeeeee;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20657167-8463803195372722255?l=conversasdepintor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://conversasdepintor.blogspot.com/2009/12/jmf-coutinho-e-sua-obra-fotografica.html</link><author>costa.brites@netvisao.pt (Costa Brites)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20657167.post-3917934946456775380</guid><pubDate>Fri, 27 Nov 2009 22:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-06T20:57:04.895Z</atom:updated><title>No Edifício Chiado, em Coimbra, pintura de J. M. Bustorff  (Ícaro espera por vós…)</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://s168.photobucket.com/albums/u166/conversasdepintor/?action=view&amp;amp;current=06004a.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket" border="0" src="http://i168.photobucket.com/albums/u166/conversasdepintor/06004a.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="color: #351c75;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Ikarus ou homâge à El Greco, 2009 Têmpera a ovo com pigmentos s/ tela 220 x 220 cm&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-size: x-small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Não estamos em &lt;b&gt;Creta&lt;/b&gt;, mas talvez nos encontremos de certa forma no exílio. O &lt;b&gt;Rei Minos&lt;/b&gt; veste-se de mil disfarces e o voo de &lt;b&gt;Ícaro &lt;/b&gt;perde sustentação despenhando-se sobre um mar de sombras desconhecidas, fragmentando-se em inúteis penas desirmanadas aquilo que foram asas, derretidas pelo sol impiedoso que condena sem remédio a cobiçosa ânsia de altitude, de fortuna e de domínio ilimitado de horizontes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A visita à exposição de &lt;b&gt;Jochen Maria Bustorff&lt;/b&gt; desenrola-se toda dentro da sala iluminada e encanta-nos Mozart, a finura da sua musicalidade, da mesma forma que nos confrangem os alucinantes desastres da guerra, a semi-oculta paixão de  Cristo pela carnavalesca contradição da desconcertada violência e nos aquece o sangue a cálida presença de mulatas estendidas ao sol, algures perto dos trópicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas &lt;b&gt;Ícaro&lt;/b&gt; está lá, à entrada da exposição, como um aviso solene pelo qual passamos quase distraídos, como se nada fosse o espectáculo de um homem despenhando-se na vertical, complicado pelos remotos mistérios do mito e pela teatralidade do drama barroco. Homenagem a El Greco ali se diz mas pergunto eu se não se tratará com efeito de um outro retrato de todos aqueles que olham muito e confusamente procuram organizar na mente a acumulação de sinais, o coro de gritos, a chinfrineira das campanhas.&lt;br /&gt;Olha, aquele tipo vai de cabeça a fundo, dirão alguns. Os mais tímidos poderão pensar, não sem algum temor, será aquilo o retrato de algum de nós?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Jochen Maria Bustorff&lt;/b&gt;, cujos cruzamentos com a identidade cultural portuguesa conduziram o seu próprio nome à curiosa assimilação simplificante de &lt;b&gt;José Maria Bustorff&lt;/b&gt; apresenta aqui uma pintura de tão genuína autenticidade que dispensa as habituais referenciações estilísticas e a enumeração das dignificantes influências matriciais.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Bustorff&lt;/b&gt; evidencia a vitalidade própria das grandes culturas e dos homens cujo destino parece conduzi-los a medir forças com o mundo em geral, numa recusa evidente desse relativismo fácil em que se deixa enlear a maioria. Vários continentes, uma apreciável pluralidade de horizontes e uma multidão de alusões complexas fazem parte do seu campo de pesquisas, vivências e questionamentos de natureza universalista, logo, tendentes a ultrapassar toda e qualquer contingência ou limitação atribuível ao “meio”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://s168.photobucket.com/albums/u166/conversasdepintor/?action=view&amp;amp;current=06007a.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket" border="0" src="http://i168.photobucket.com/albums/u166/conversasdepintor/06007a.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="color: #351c75;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Via Láctea, 2000-2005 Têmpera a ovo com pigmentos s/ tela 300 x 600 cm&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="color: #274e13;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A técnica que exibe em formações de vocação monumental é duma enérgica virilidade, rica de todos os equívocos da visão prospectiva da complexidade do mundo em desdobramento de alusões concretas possíveis de decifrar e de esclarecer (ao que o pintor não se escusa numa aberta franqueza de propósitos) não isentas contudo do confortável recheio de paradoxos que tanto estimulam a mente sequiosa do sagrado fascínio da pintura.&lt;br /&gt;A tecnologia de que lança mão é toda fruto de pesquisa e de fabrico próprio (têmpera de ovo, pigmentos de origem remota, resinas autênticas e outros expedientes oficinais genuínos) e os suportes apresentam-se libertos de todos os complexos de loja de artigos de pintura. Aqui e ali eles próprios fazem parte da “pintura” que se deixa ver, denunciando a visão instantânea e o gesto rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da exposição fazem ainda parte uma notável galeria de retratos de pessoas anónimas, figuras de sociedades ainda distantes, de culturas recheadas de humanidade de que apenas temos a vaga ideia por noticiários geralmente assustadores de realidades traumáticas. São retratos de gente como nós e ajudam a saturar de humanidade este acontecimento artístico, que tem muito que se lhe diga e para o qual todos os meus leitores estão empenhadamente convocados, caso se deixem impressionar pelo que fica dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #f3f3f3;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20657167-3917934946456775380?l=conversasdepintor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://conversasdepintor.blogspot.com/2009/11/nao-estamos-em-creta-mas-talvez-no.html</link><author>costa.brites@netvisao.pt (Costa Brites)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20657167.post-6237962950110060166</guid><pubDate>Sat, 07 Nov 2009 15:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-07T16:27:24.261Z</atom:updated><title>No Edifício Chiado “ciranda de muitas luas” de Roberto Chichorro</title><description>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://s168.photobucket.com/albums/u166/conversasdepintor/?action=view&amp;amp;current=RC01.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket" border="0" src="http://i168.photobucket.com/albums/u166/conversasdepintor/RC01.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #339999; font-size: 85%;"&gt;Publicado no &lt;b&gt;Diário de Coimbra&lt;/b&gt; de 3 de Novembro de 2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em mais uma realização em torno da ideia da pintura como visão do mundo oferece-nos presentemente a Galeria de Exposições Temporárias do Museu Municipal da Cidade de Coimbra uma “ciranda de muitas luas” construída com obras de vária natureza da autoria de &lt;b&gt;Roberto Chichorro&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;A mostra evidencia uma cuidadosa generosidade expositiva, com reminiscências do trabalho do artista em obras de certa antiguidade, mescladas com outras de mais recente produção e com exemplares de várias modalidades de expressão artística.&lt;br /&gt;Diz-me o dicionário que uma &lt;b&gt;ciranda&lt;/b&gt; é uma joeira ou uma espécie de dança popular. Mais me diz que cirandar é “andar de um lado para o outro nas lides da casa”.&lt;br /&gt;Tenho dificuldade em fixar-me em cada uma destas opções, embora o nome por si mesmo, ainda que distante de qualquer significado, já tenha seu movimento garboso e uma graciosidade inexplicável.&lt;br /&gt;As muitas luas coroam a totalidade de sentidos com uma solenidade nocturna que está bem expressa num abundante número de obras de Chichorro que – não obstante – nos oferece uma pintura feliz. &lt;br /&gt;Dizer pintura feliz não é dizer pouco, embora as categorizações habituais não se conformem com uma tão grande simplicidade classificativa e prefiram afirmar coisas mais substanciais de nível&lt;b&gt; “onírico e surreal”&lt;/b&gt; ou envolvendo a sugestão do&lt;b&gt; “cubismo pictórico”&lt;/b&gt;. &lt;br /&gt;Eu dou-me por satisfeito chamando esta arte pelo nome, dizendo que é feliz, poética, aromática e suavemente nocturna. &lt;br /&gt;Se a chamo nocturna, acrescento que é feérica, vibrante de cores, e as luas – de facto – transportam consigo a carícia morna de noites cálidas de odores acentuados.&lt;br /&gt;As figuras presentes convivem frequentemente com animais até ao ponto de se resolverem em metamorfismos como ressonância de energias secretas e mitologias remotas. Porém, além da sugestão simbólica da música há como que uma gravidade nostálgica em todos os presentes, um silêncio contemplativo de inseguras expectativas.&lt;br /&gt;Abstenho-me quanto à familiaridade anunciada entre esta pintura e a de &lt;b&gt;Chagall&lt;/b&gt;, e também não me perco em considerações complexas de africanidade relativa naquilo que toda a pintura pode ter de localmente imagético ou de apelo universalizante.&lt;br /&gt;A pintura de &lt;b&gt;Roberto Chichorro&lt;/b&gt;, apesar de fortemente intuitiva, solta, impregnada do gesto livre, construída à base de manchas que entre si travam um diálogo permanente de correspondências e contaminações tonais, parece-me predominantemente cerebral. Cada figura ou cada grupo de figuras se apoia ou é enquadrado “cenograficamente” por elementos estruturantes de raiz geométrica, mesmo que muitas vezes habilmente atenuado o seu efeito mediante a liberdade do tratamento cromático e com o apoio de variado leque de soluções de complemento gráfico.&lt;br /&gt;A variedade de espaços assim dinamicamente modulados é intuitivamente apropriado pelo pintor das mais variadas formas, entregue a uma evidente espontaneidade de execução e ao notório prazer de acrescentar tonalidades contrastantes, gestualismos variados, tracejados, referenciais de registo caligráfico, etc.&lt;br /&gt;Por detrás de algumas figuras ergue-se a estruturação geometrizada de painéis ou tapeçarias numa simpatiquíssima alusão às artes cerâmicas, de que o artista não deixa de dar testemunho em obra feita noutro sector da sua produção, que se alarga em exemplos eloquentes de imaginário escultórico pleno do referencial surrealista.&lt;br /&gt;A não perder, obras artísticas de Roberto Chichorro no &lt;b&gt;Museu Municipal de Coimbra, Edifício Chiado&lt;/b&gt;, até 21 de Novembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #eeeeee;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20657167-6237962950110060166?l=conversasdepintor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://conversasdepintor.blogspot.com/2009/11/no-edificio-chiado-ciranda-de-muitas.html</link><author>costa.brites@netvisao.pt (Costa Brites)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20657167.post-1909047944561974183</guid><pubDate>Fri, 22 May 2009 11:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-22T12:18:42.189+01:00</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_rpHmx4pVAZE/ShaIZ3is7sI/AAAAAAAAAHc/l0dW0aiqamk/s1600-h/3201136+a.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 329px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_rpHmx4pVAZE/ShaIZ3is7sI/AAAAAAAAAHc/l0dW0aiqamk/s400/3201136+a.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338604386281909954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);font-size:85%;" &gt;Este texto foi publicado na &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Revista de Informação&lt;/span&gt; do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sindicato dos Bancários do Centr&lt;/span&gt;o de Março/Abril de 2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;CAE-Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz&lt;/span&gt; esteve patente a exposição que comemorou a totalidade da carreira artística do conhecidíssimo pintor &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mário Silva&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Os mais de oitenta trabalhos expostos pretenderam documentar com eloquência a quanto monta o valor e a importância do seu percurso criativo.&lt;br /&gt;O que mais me impressiona é pensar que, para além do esplêndido conjunto que ali esteve patente, seria possível organizar com outras obras suas, mais uma boa mão cheia de outras exposições do mesmo nível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta revista tem um cunho essencialmente sindical e não fica nada mal, para começar este brevíssimo texto, assinalar um facto cru e singelo de que me tenho apercebido através do convívio de amizade que tenho tido a grata possibilidade de manter com &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mário Silva&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tratando-se de um dos nomes mais referenciados no elenco de criadores de arte do nosso país, e tendo atingido – sobretudo a partir do início deste século – o grau do mais elevado nível de glorificação pública que é possível a um artista português, ele é apesar de tudo – ainda e sempre – um homem que é obrigado a batalhar dia a dia o seu pão, os meios indispensáveis com que se sustenta a si e à sua família.&lt;br /&gt;A minha apreciação artística fica encurtada de algumas linhas e ninguém sabe o quanto me custa devido ao entusiasmo discursivo que desatam em mim os seus trabalhos. Não quero, como faz a crítica em geral, endeusá-lo como artista e esquecê-lo como homem, nas curvas e contra-curvas de uma existência longa e profícua (79 anos de homem e 50 de artista), tendo ainda que se levantar de manhã cedo todos os dias sem ser só para dar milho às rôlas.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Egoísta e hipócrita é esta a democrática sociedade em que vivemos que põe a dureza e as dificuldades da vida ao alcance de qualquer um, mesmo que genialmente criador de raríssimos bens do espírito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Adiante, mas fica dito por ser verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conjunto dos trabalhos expostos impressionava profundamente pelos mais variados motivos.  Constituíam antes de mais uma glorificação da pintura como linguagem expressiva e complexa, para além de serem uma exaltação do espírito das artes no seu todo, como elenco de utensílios do homem para a comunicação, a sensibilidade e o aperfeiçoamento das categorias do olhar e dos sentimentos.&lt;br /&gt;Alguns dos trabalhos expostos eram organizáveis por grupos expressivos dentro daquilo que o artista produziu de mais emblemático e articuladamente estilizado. A quase todos era possível, entretanto, atribuir a categoria de peça única, achado feliz, prodígio da felicidade criativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é necessário citar fontes de influência ou referenciais estilísticos. A arte de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mário Silva&lt;/span&gt;, profundamente centrada no homem, foi-se desenvolvendo com saudáveis e sugestivos desvios de percurso por entre algumas das principais escolas de expressão artística do Século XX. O expressionismo, o abstraccionismo e o surrealismo (entre outros) e coloco-os por esta ordem não sei bem porquê, nem tem grande mistério a razão porque o faço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_rpHmx4pVAZE/ShaIqt-9U9I/AAAAAAAAAHk/WbbOztJeZxk/s1600-h/Coimbra+oleo+s+tela+130x190+cm+1990.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 280px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_rpHmx4pVAZE/ShaIqt-9U9I/AAAAAAAAAHk/WbbOztJeZxk/s400/Coimbra+oleo+s+tela+130x190+cm+1990.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338604675773846482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espaço vazio das cidades e a sua atmosfera saturada de emoções aparecem suspensos e exaltados nas suas paisagens por uma segmentada iridescência, reflexo de vidros coloridos, alinhados ao longo de inumeráveis “linhas de fuga e de força”.&lt;br /&gt;São o reflexo de caleidoscópio que traduzem o intraduzível, que transformam aquilo que não tem corpo em matéria de sensibilidades vivas.&lt;br /&gt;A cor livre, a mancha e o traço desenvolvem-se inúmeras vezes longe da regular ordenação formalista, ao sabor duma liberdade sem canon. A sua vibração, contudo, traz-nos sempre qualquer coisa de misteriosamente expressivo senão deste mundo, dum outro qualquer onde não nos importaria viver, pela beleza, pela frescura, pela elegância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os grupos de figuras, de rostos, de gente oriunda de todos os mistérios e sobressaltos são a presença teatral da complexidade do mundo em palpitação de conflitos apocalípticos e razões sem margem.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Centralidade do homem e da palavra celebrada, exaltante e sonhadora. Mito e máscara. Poema e gargalhada. Linguagem universal, pintura sem fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20657167-1909047944561974183?l=conversasdepintor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://conversasdepintor.blogspot.com/2009/05/este-texto-foi-publicado-na-revista-de.html</link><author>costa.brites@netvisao.pt (Costa Brites)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_rpHmx4pVAZE/ShaIZ3is7sI/AAAAAAAAAHc/l0dW0aiqamk/s72-c/3201136+a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20657167.post-6454648173626185208</guid><pubDate>Mon, 27 Apr 2009 12:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-27T14:06:23.007+01:00</atom:updated><title>“Margens do mundo” de Alcina Almeida na Casa Municipal da Cultura</title><description>&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_rpHmx4pVAZE/SfWqVoI0I5I/AAAAAAAAAHU/UEKg-81gAMU/s1600-h/662.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 316px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_rpHmx4pVAZE/SfWqVoI0I5I/AAAAAAAAAHU/UEKg-81gAMU/s400/662.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329353022591214482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);font-size:85%;" &gt;Publicado no Diário de Coimbra de 27 de Abril de 2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repasso pelas palavras que escrevi em Dezembro de 2005 a respeito da exposição que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Alcina Almeida&lt;/span&gt; efectuou na mesma Casa Municipal da Cultura onde se inaugurou, no passado dia 17 de Março, uma nova exposição sua. Poderia repetir quase tudo o que disse nessa ocasião não só por ser verdade, mas também por se recolocarem algumas das razões então apresentadas quer quanto à atitude da artista enquanto pessoa, quer no que toca ao conjunto de obras apresentadas.&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Uma diferença essencial convém entretanto assinalar: se nessa primeira exposição nos apresentara um significativo conjunto de trabalhos de rara solidez plástica e de invulgar concentração emocional, ousa agora empreender o que não custa designar como uma exposição “de juventude”, ou seja, a apresentação de uma variedade de novos caminhos correspondente à diversidade de explorações entretanto efectuadas, marcadas por equivalente sentido de responsabilidade e amadurecimento estético.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A pintura abstracta&lt;/span&gt;, seja qual for o grau de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;informalismo&lt;/span&gt; respectivo ou as possíveis conotações de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;lirismo&lt;/span&gt; que consigo transporte, é agora um território definitivamente assimilado pela generalidade dos frequentadores de museus e galerias. Já ninguém se desconcerta perante &lt;span style="font-style: italic;"&gt;linhas, pontos e planos&lt;/span&gt; ordenados de forma mais ou menos arbitrária de acordo com as visões e percepções da intuição plástica do artista, cujo olhar está liberto de todos os escolhos e turbulências do universo das coisas nomeáveis.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O suporte vazio acolhe o trabalho criativo da forma mais descomprometidamente livre, o que não significa que entre matéria e entendimento, entre gesto e olhar, não tenha de estabelecer-se uma elaborada teia de compromissos que pressupõem o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;método&lt;/span&gt;, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;esforço coerente &lt;/span&gt;e a adopção de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;códigos estáveis&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Esta ordem de razões encontra-se suficientemente exemplificada mediante alguns dos conjuntos de obras que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Alcina Almeida&lt;/span&gt; nos apresenta, pelo sentido de projecto que os anima e pela coesão plástica que evidenciam.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sobre as suas telas desenrola-se um desfile incessante de novos seres ou entidades significativas, organicamente dispostas em confrontações dinâmicas, de peso, espessura e densidades variáveis, que desafiam leituras sucessivamente diversas e percepções capazes de se alterarem de acordo com a disponibilidade e a predisposição de quem as observe.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gesto&lt;/span&gt;, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tempo&lt;/span&gt; e os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;acasos&lt;/span&gt; da execução encontram-se documentados aqui e ali, por vezes de modo evidente e outras quase imperceptivelmente referenciados. Nalguns casos pode identificar-se uma atitude de quem ousou conduzir o seu trabalho até às últimas consequências, noutros se poderá dizer que a pintora se ficou pelo que era essencial, deixando a cargo do observador a tarefa de adivinhar o que não falta porque se encontra determinadamente subentendido.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No remate das impressões que aqui resumo a respeito do trabalho da artista, tomo a liberdade de citar uma frase que escrevi no já citado texto de há quatro anos: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Alcina Almeida&lt;/span&gt; é profundamente pessoa ao mesmo tempo que se revela a si mesma como talentosa artista, cujo pensamento flui em cada gesto, exprimindo-se com elegância e gosto em praticamente tudo o que faz.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A respeito dos públicos que continuam a frequentar salas de exposições continua a observar-se uma instabilidade acentuada do olhar, uma pressa – ou uma incapacidade – de mergulhar de forma decidida na espessura significativa das obras expostas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A elementaridade do “gosto, não gosto” fica sempre aquém duma capacidade de leitura sustentada, da coragem duma decifração mais íntima, pertinente e espiritualmente produtiva de explorações autónomas e criativas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quanto à disponibilidade do corpo social para apoiar e estimular a criatividade do espírito cultural e artístico, então, nem é bom falar. O alheamento demissionário é de regra.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;As altas dignidades de outros tempos guardaram para nós o espólio de uma atenção que, se não era distintamente intelectualizada, teve a virtude de conservar o território revisitável de requintes de várias épocas e do seu sentimento lúcido.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A desaceleração no interesse pela obra de arte como testemunho de valores produtivos não denuncia uma simples alternância de propósitos culturais, ao que julgo. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O que está em causa é uma autêntica perturbação sistemática dos valores da duração espiritual.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(51, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Para ler o texto acima referido de Dezembro de 2005, carregar &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;a href="http://conversasdepintor.blogspot.com/2005/12/alcina-marques-de-almeida-expe-na-casa.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20657167-6454648173626185208?l=conversasdepintor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://conversasdepintor.blogspot.com/2009/04/margens-do-mundo-de-alcina-almeida-na.html</link><author>costa.brites@netvisao.pt (Costa Brites)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_rpHmx4pVAZE/SfWqVoI0I5I/AAAAAAAAAHU/UEKg-81gAMU/s72-c/662.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20657167.post-2878260770382039651</guid><pubDate>Thu, 26 Feb 2009 23:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-02-26T23:40:45.604Z</atom:updated><title>O ex-edifício dos CTT, os males que nunca vêm só e a cor que é alma de cidades</title><description>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_rpHmx4pVAZE/Sacj7e5zhuI/AAAAAAAAAHE/lvo9KsPExa4/s1600-h/642+a.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 270px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_rpHmx4pVAZE/Sacj7e5zhuI/AAAAAAAAAHE/lvo9KsPExa4/s400/642+a.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307250190694188770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);font-size:85%;" &gt;Clicar nas imagens para ver maior&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A cor das cidades&lt;/span&gt; não é um factor casual e despiciendo do seu carácter e do seu espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os edifícios que nelas existem podem ser mais ou menos opulentos, os locais onde se encontram e por onde circulam os seus habitantes podem ter um cunho mais ou menos notável, e são o seu corpo.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A cor duma cidade&lt;/span&gt;, como a sua luz, os seus odores, a música do falar dos que nela habitam são, contudo, a sua alma, a parte mais subtil do seu &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;património sensível&lt;/span&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das formas mais perversas de desacautelar a imagem de qualquer coisa, seja pessoa, casa ou cidade, é deixar que tudo se vá gradualmente desqualificando, vá decaindo até ao ponto em que já não vale a pena pegar em nada porque tudo se encontra sem remédio.  &lt;br /&gt;As recentes notícias a respeito do que foi o edifício dos CTT na Avenida Fernão de Magalhães são o pretexto para falar desse aspecto das coisas e para abordar também alguns aspectos anti-estéticos daquela poluidíssima artéria da cidade de Coimbra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho comigo a gravação de uma conversa que mantive em 2004 com o pintor &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eduardo Nery,&lt;/span&gt; autor da cor exterior desse edifício traçado nos anos oitenta pelo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;arquitecto José Oliva Martins de Carvalho, &lt;/span&gt;durante a qual abordou com detalhe as suas obras existentes nesta cidade e, bem assim, os critérios subjacentes a essa encomenda que, diga-se de passagem, não lhe foi feita por entidade aqui sediada mas sim pelos serviços centrais dos CTT (tudo ou quase tudo entre nós tem de “passar” por Lisboa, como é sabido). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possuo também o volumoso catálogo duma importante exposição de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nery&lt;/span&gt; realizada em 1997 na &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fundação Calouste Gulbenkian&lt;/span&gt; que tratou de aspectos da sua arte pública.&lt;br /&gt;Na página 207 pode ver-se uma bela foto a cores do referido edifício, cujo triste destino visual tenho acompanhado. &lt;br /&gt;É neste ponto que me ocorre concluir que um mal nunca vem só, dado que as inquietações pelas quais passa um dos mais notáveis edifícios da baixa de Coimbra não se limitam aos problemas intrincados de que falam os jornais.  &lt;br /&gt;Comparando os diversos aspectos de desvirtuamento que evidencia na actualidade e a fotografia que foi tirada em 1985, por altura da sua construção, mete dó, para dizer o mínimo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem queira observar a baixa desta cidade com um olhar renovado e comece pela &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Avenida Fernão de Magalhães&lt;/span&gt;, terá no ex-edifício dos CTT um lamentável exemplo de como as coisas não devem ser feitas, deixando-se acontecer o pior possível a um edifício que teve uma notável nobreza inicial. &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A sua fachada principal foi sendo alterada&lt;/span&gt;, quebrados e eliminados alguns dos elementos rítmicos de melhor efeito e, da pintura inicial e dos critérios estéticos sob os quais foi idealizada, não restam nem os mais pequenos vestígios.&lt;br /&gt;Para compor o ramalhete de alterações,  uma escada metálica exterior de cores militares e conspícuas condutas de ar descaracterizam totalmente a fachada lateral do edifício.   &lt;br /&gt;O alinhado harmonioso e dinâmico das suas fachadas principais em betão possuía acentuações cromáticas de óptimo efeito, com pontos fortes na torre lateral que confina com o prédio vizinho e na que flanqueia à esquina a entrada principal.  &lt;br /&gt;O laranja forte era distribuído em camadas horizontais de cima para baixo em tons cada vez mais claros, numa época em que os arquitectos e o próprio gosto dos cidadãos não estava ainda adaptado a cores intensas nas edificações urbanas.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O colorido do edifício suscitou alguma polémica na altura em que foi inaugurado.&lt;br /&gt;Penso que a instituição proprietária (sediada em Lisboa…) não terá desenvolvido o esforço necessário ao esclarecimento dum projecto plástico que era inovador, com efeito, mas que tinha por detrás de si uma sólida justificação teórico-crítica e que deveria ter sido mantido no seu melhor para benefício dos seus detentores e da cidade em geral. &lt;br /&gt;Não houve coragem, como a própria realidade documenta, para fazer isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cruzar a Avenida Fernão de Magalhães de uma ponta à outra é uma longo trajecto para efectuar com um olhar distraído e ausente, para que não morramos de susto, tentando respirar o mínimo possível para não prejudicar os pulmões. &lt;br /&gt;O ex-edifício dos Correios serve para demonstrar que um mal nunca vem só e que também foi derrotado pela insidiosa fumarada dos milhões de automóveis e pelo desleixo negligente de quem deveria ter tomado conta dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_rpHmx4pVAZE/SacmtNqG8hI/AAAAAAAAAHM/fQoXnGUGwXM/s1600-h/Edif+CTT.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 517px; height: 194px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_rpHmx4pVAZE/SacmtNqG8hI/AAAAAAAAAHM/fQoXnGUGwXM/s400/Edif+CTT.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307253244081664530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(51, 153, 153);"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;clicar na imagem para ver maior&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20657167-2878260770382039651?l=conversasdepintor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://conversasdepintor.blogspot.com/2009/02/o-ex-edificio-dos-ctt-os-males-que.html</link><author>costa.brites@netvisao.pt (Costa Brites)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_rpHmx4pVAZE/Sacj7e5zhuI/AAAAAAAAAHE/lvo9KsPExa4/s72-c/642+a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20657167.post-5311463515022695556</guid><pubDate>Fri, 13 Feb 2009 15:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-02-13T15:51:09.379Z</atom:updated><title>Tintim na Lousã</title><description>&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://s168.photobucket.com/albums/u166/conversasdepintor/conversas%20de%20pintor/?action=view&amp;amp;current=Clareadoa.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i168.photobucket.com/albums/u166/conversasdepintor/conversas%20de%20pintor/Clareadoa.jpg" alt="Photobucket" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);font-size:85%;" &gt;acrílico sobre tela de 0,75 x 0,85&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;NOTA:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Este texto e a ilustração respectiva vão ser publicados na &lt;span style="color: rgb(51, 153, 153); font-weight: bold;"&gt;Revista de informação&lt;/span&gt; do Sindicato dos Bancários do Centro, no &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;número de Janeiro/Fevereiro de 2009&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; que tem como tema gráfico uma exposição que tem estado patente ao público no &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Museu Dr. Louzã Henriques&lt;/span&gt;, na &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lousã&lt;/span&gt;, promovida pela Cooperativa &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Trevim&lt;/span&gt;, e que tem como recheio essencial a colecção particular de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Carlos Sêco&lt;/span&gt;, director do&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Jornal Trevim&lt;/span&gt;, da mesma localidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.................................................................................................................................................................................&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É perfeitamente dispensável, quando se fala de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tintim&lt;/span&gt;, referir atitudes cheias de selecta paixão,  como o fez Hergé por suas próprias palavras, a respeito de algumas qualidades do seu herói: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“… o heroísmo, a coragem, a sinceridade, a malícia e o desembaraço”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tintim não usa porta-moedas, não preenche declarações de IRS, não tem horário de trabalho e, se sai de casa, não deixa atrás de si preocupações ou compromissos de pais, irmãos ou avós.&lt;br /&gt;Não é adepto de nenhum clube de futebol, não tem religião e, como se tudo isto fosse pouco, também não é casado nem sequer tem namorada.&lt;br /&gt;Por tudo isso, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tintim&lt;/span&gt; entra no domínio da abstracção, do encantamento distanciado de quem se dá ao luxo de ignorar toda a realidade e arredores.  Por arredores quero eu dizer: o amor, o compromisso, a dor, o sacrifício e todas as outras coisas que – diz-se – fazem da vida uma coisa que merece ser vivida.&lt;br /&gt;E no entanto… quem não tenha mergulhado numa aventura de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tintim&lt;/span&gt; com toda a alegria desprendida deste mundo que atire a Hergé a primeira pedra.&lt;br /&gt;Na minha família mais chegada já vamos na terceira geração de tintinófilos e, atendendo à idade de oitenta anos a que chegou o herói, não é possível pedir mais à tintinófilia familiar. Com uma grande diferença: quando eu era miúdo esperava uma semana longamente ansiosa por mais uma magnífica prancha de saborosas aventuras. Os meus filhos já se regalavam com um álbum inteiro de cada vez, Natais, aniversários, etc.&lt;br /&gt;Quanto ao Senhor meu neto, recebeu de uma vez todos os álbuns que havia disponíveis na livraria, com encomenda feita dos números que faltavam. Depois queixamo-nos que a juventude é consumista, que exagera nas suas reivindicações e que é insolente: nós é que temos a culpa.&lt;br /&gt;Sirva-nos como indulgência o facto de ter mergulhado com entusiasmo na leitura real e dedicada dos álbuns da primeira à última página, o que não deixa de ser obra num petiz que apenas agora começa os seus anos de escola e já domina com gosto a arte da leitura.   De quem é a virtude? da arte de Hergé, não tenhamos quaisquer dúvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tintim&lt;/span&gt; funciona agora como funcionou no passado em tudo aquilo que tem de mais deliciosamente eficaz.&lt;br /&gt;Não faz falta a este breve escrito definir com rigor o que foi e é o fenómeno Tintim.&lt;br /&gt;Tomo a liberdade de falar apenas de uma obra que fiz com carinho paternal, isto é,&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; uma tela com 0,75 m x 0,85&lt;/span&gt; que ilustra a meu modo a noção da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“linha clara”&lt;/span&gt;, a fórmula plástica que terá sido reinventada na Bélgica para as histórias de quadradinhos.&lt;br /&gt;Representa vinheta e meia da prancha número 25 do álbum &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“O caso Girassol”&lt;/span&gt;, ofereci-o ao meu filho mais velho, para pôr no seu quarto, em 1981, e está bem guardado na cave das recordações afectivas de toda a família.&lt;br /&gt;Digo reinventada porque, nada havendo de novo sob o sol, já muitas artes antigas visitaram com lucidez esse mundo pitoresco que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Hergé&lt;/span&gt; também nos oferece, como documento vivo e palpitante de coisas, pessoas e paisagens que faz do nosso mundo aquilo que ele é no quem tem de melhor e, às vezes, de menos bom.  Limito-me a referir, muito de passagem a arte fabulosa das estampas japonesas e dos desenhos da Pérsia, da Índia, da China e de tantos outros mundos conhecidos e desconhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Last but not the least”, não esqueçamos outros atributos inerentes à figura do ladino repórter que não tem que se maçar a escrever notícias.&lt;br /&gt;Sendo uma espécie de cavaleiro andante de causas bem intencionadas, está muito longe dos super-heróis que as histórias de quadradinhos produziram às toneladas. É baixito, tem uma fraquíssima figura, as miúdas não lhe ligam bóia e – embora seja praticamente invulnerável a toda a espécie de acidentes sérios – não se livra, de vez em quando, de levar umas boas tareias!...&lt;br /&gt;Valha-nos o mito para acreditarmos que há em nós o fermento da divindade e que, se for intenso o talento de sonhar, também podemos um dia ir por uma ribanceira abaixo e levantarmo-nos logo de seguida para lutar por uma causa desinteressada, seja ela a mais acidental.&lt;br /&gt;Quem não salva a alma com muito terá de salvá-la com pouco e a alegria infantil é um universo cheio de virtudes que todos deveríamos saber habitar, para proveito e consolo de toda a nossa humanidade. &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20657167-5311463515022695556?l=conversasdepintor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://conversasdepintor.blogspot.com/2009/02/tintim-na-lousa.html</link><author>costa.brites@netvisao.pt (Costa Brites)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20657167.post-6127137186072365397</guid><pubDate>Wed, 28 Jan 2009 10:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-02-06T10:31:07.104Z</atom:updated><title>A valiosa dedicação de Leonard Griffin e os azares calamitosos do quase extinto Zé povinho</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_rpHmx4pVAZE/SYA_5_pTYxI/AAAAAAAAAGg/fOVkkSMfIi8/s1600-h/zep.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_rpHmx4pVAZE/SYA_5_pTYxI/AAAAAAAAAGg/fOVkkSMfIi8/s400/zep.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296303427357467410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);font-size:85%;" &gt;Publicado no &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Diário de Coimbra&lt;/span&gt; de 4 de Fevereiro de 2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O colapso eventual duma fábrica de produtos artísticos (as &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Faianças Artísticas Bordalo Pinheiro&lt;/span&gt;, de 1922, nas &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Caldas da Rainha&lt;/span&gt;) ocorre num momento conturbado mas, já antes, muitas unidades fabris da mesma área fecharam as suas portas deitando fora o potencial criativo que reuniam.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Todos perdemos, todos continuamos a perder.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A extinção da fábrica desde já, ou a prazo, atinge o ponto sensível das coisas simbolicamente caras que deveriam estar livres de tal destino e aos interessados activos caberá perguntarem-se qual é o motivo e a quem cabe a responsabilidade de tal derrocada de valores.&lt;br /&gt;Saber por exemplo o que tem feito a gestão de tais unidades no que toca ao estudo de novas abordagens da arte, na descoberta de novos produtos, no estudo de mercados e numa divulgação mais esclarecida da sua actividade.&lt;br /&gt;Uma certa visão do mundo vai sempre de mão dada com a essência de certos gestos criativos e, se não houver renovação de horizontes e consagração qualificada do que se fez no passado, as coisas morrem.&lt;br /&gt;Aqui entra a atitude das instituições mais ou menos académicas, mais ou menos escolares e institucionais no estarem atentas, no apoio dignificante daquilo que a sociedade produz de melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;É sabido que o espírito conservador da cultura oficial tem preferência pelas coisas antigas e ultra-consagradas.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Cerâmica artística? Sim, mas só até ao século dezoito, se faz favor!... O passado recente é muito chato, o futuro a Deus pertence e o presente… ninguém quer comprometer-se com nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade em geral também não está isenta de culpas, os apreciadores, os coleccionadores, os retraídos encomendantes e as demissionárias entidades públicas.&lt;br /&gt;Quando as coisas vêm abaixo, no instante em que as fábricas fecham, nota-se um ligeiro estremecimento, uma breve aragem gélida que perpassa. Mas tudo se aquieta logo depois na maior das calmas. As raparigas que foram pintoras de jarrões magníficos vão para a lida doméstica, as mais velhas passajam as calças de filhos e genros e os artistas activos abrem um precário cafézito lá na aldeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quais são as faculdades que estimulam os seus alunos a fazerem teses de licenciatura ou de mestrado a respeito de artistas vivos ou de unidades fabris ainda a laborar&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vade retro Satanás que isso é tudo da vida ainda viva e nós somos das coisas mortas, da matéria consagrada pelos séculos!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Termino esta conversa de hoje referindo sumariamente a atitude que considero exemplar do investigador e coleccionador &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Leonard Griffin&lt;/span&gt;, caso exemplar de alguém que abre caminhos na gloriosa tarefa de divulgar o que merece ser divulgado, fazendo-o de uma forma eficaz e duradoura.&lt;br /&gt;Não havendo aqui espaço para traçar um perfil adequado de toda a sua personalidade irei referir apenas a dedicação e o trabalho que colocou ao serviço da obra de uma ceramista inglesa, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Clarice Cliff&lt;/span&gt;, que teve a dita de merecer a atenção estudiosa e militante deste destacado estudioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Leonard Griffin&lt;/span&gt; é um cidadão inglês que veio residir para Portugal, em pleno distrito de Coimbra e que aqui vive encantado com a gente e as artes deste país.  Fundou em 1982 o conhecido &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;CCCC (Clarice Cliff Colectors Club)&lt;/span&gt;, que produziu ao longo dos últimos 27 anos um ressurgir enérgico da imagem e do valor da citada artista, com coleccionadores espalhados por todo o mundo e cotações surpreendentemente elevadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Se Clarice Cliff fosse portuguesa a sua obra estaria hoje enterrada debaixo do mais indecente anonimato.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_rpHmx4pVAZE/SYBABS0K2ZI/AAAAAAAAAGo/Y-hR1exU7X8/s1600-h/Bordalo4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 198px; height: 280px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_rpHmx4pVAZE/SYBABS0K2ZI/AAAAAAAAAGo/Y-hR1exU7X8/s400/Bordalo4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296303552762403218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rafael Bordalo Pinheiro&lt;/span&gt; bem pode dar voltas na tumba do prestígio saudosista que envolve a sua palpitante obra de cidadão lúcido e artista inspirado.&lt;br /&gt;É num jazigo de palavras vãs que irá repousar a lembrança duma das suas invenções menores, a castiça figura do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Zé povinho&lt;/span&gt;, permanentemente acintoso no gesto malcriado com quem ninguém se identifica porque é chato, cheira a bolor e… não vai a lado nenhum.&lt;br /&gt;A não ser nas páginas das teses de doutoramentos futuros, quando já não houver a mínima hipótese de ressuscitar o gesto criador de quem faz as coisas agora porque sabe e porque sente, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;que a sociedade deita para o lixo porque não quis descobrir nisso lucro imediato nem dar valor à dignidade cultural que de facto lhes corresponde.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://s168.photobucket.com/albums/u166/conversasdepintor/conversas%20de%20pintor/?action=view&amp;amp;current=Raf.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i168.photobucket.com/albums/u166/conversasdepintor/conversas%20de%20pintor/Raf.jpg" alt="Photobucket" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;color:#000000;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;color:#000000;"  &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20657167-6127137186072365397?l=conversasdepintor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://conversasdepintor.blogspot.com/2009/01/valiosa-dedicacao-de-leonard-griffin-e.html</link><author>costa.brites@netvisao.pt (Costa Brites)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_rpHmx4pVAZE/SYA_5_pTYxI/AAAAAAAAAGg/fOVkkSMfIi8/s72-c/zep.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20657167.post-6835637095740581531</guid><pubDate>Thu, 11 Dec 2008 17:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-02-06T10:31:57.864Z</atom:updated><title>Fernão Mendes Pinto, filho de Montemor-o-Velho, contemporâneo de Camões que trabalhou degredado em obras na Muralha da China</title><description>&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://s168.photobucket.com/albums/u166/conversasdepintor/conversas%20de%20pintor/?action=view&amp;amp;current=NanbanCarrack.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i168.photobucket.com/albums/u166/conversasdepintor/conversas%20de%20pintor/NanbanCarrack.jpg" alt="Photobucket" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Uma nau portuguesa do Sec. XVII em Nagasaki, no Japão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right; color: rgb(51, 153, 153);"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“… o galardão da nação portuguesa mais consiste &amp;amp; mais pende da aderência que do merecimento da pessoa”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;pungente denúncia da rainha de Aarú da falta de cumprimento de promessas de auxílio feitas pelos portugueses face ao ataque de inimigos comuns;&lt;br /&gt;Peregrinação, Cap. XXX&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);font-size:85%;" &gt;Este texto foi publicado na &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Revista de Informação&lt;/span&gt; de Novº/Dezº de 2008 do Sindicato dos Bancários do Centro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A leitura das &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;obras clássicas&lt;/span&gt; de todas as épocas é de todo recomendável, garante uma ligação directa à perenidade universalista, além de ser fonte do mais intenso prazer intelectual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Peregrinação&lt;/span&gt; de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fernão Mendes Pint&lt;/span&gt;o, que é um clássico no verdadeiro sentido do termo, é um relato apaixonante da odisseia dos portugueses pelo mundo, muito frequentemente citado, poucas vezes lido até ao fim e raramente analisado nas suas facetas mais importantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obra contemporânea dos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lusíadas&lt;/span&gt; de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Camões&lt;/span&gt; não ganhou para ser apresentada às  majestades da época nem sequer editada em vida do seu autor. Este escreveu-a conscientemente despojado da categoria de escritor, num estilo humilde de quem narra coisas sabidas e vividas por ele próprio e por outros seus iguais, fora do tom grandiloquente da epopeia, esclarecendo que o seu único intento era de a deixar como herança de memória aos seus filhos.&lt;br /&gt;Poderá ser lida com simples relato de viagens e tremendas aventuras, sendo lamentavelmente redutor enfatizar as questões ligadas à veracidade ou invenção das peripécias de assombro de que está repleta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo tido que conviver com os mais graves poderes da época, num cenário em que eram praticamente excluídas quaisquer hipóteses de estabilidade, segurança e conforto, Fernão Mendes Pinto conseguiu produzir &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;uma obra que põe em causa a moralidade das conquistas ultramarinas e que coloca a missão dos portugueses de conquistar e converter ao nível de um ideal falso e corrupto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira publicação teve lugar apenas 31 anos depois da morte do autor, facto que não é alheio ao temor provocado pela Inquisição, a qual não deixou – bem como os Jesuítas – de terem intervenção censória na integridade do texto.&lt;br /&gt;Dele foram rasurados aspectos menos “convenientes” de conteúdo e todas as alusões feitas por Fernão à citada ordem, de que foi aliás membro e colaborador activo na missão evangelizadora do Japão, na fase da sua vida em que estabeleceu estreito relacionamento de amizade com S. Francisco Xavier, a quem emprestou dinheiro para construir a primeira casa Jesuíta naquele país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A notoriedade da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Peregrinação&lt;/span&gt; a nível internacional logo depois de publicada foi imensa, tendo-se efectuado grande número de edições traduzidas em dezanove línguas, dado o seu acentuado universalismo que suscitou estudos e comentários dos mais diversos autores.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fernão Mendes Pinto&lt;/span&gt; é tido como um homem muito à frente do seu tempo num variado leque de assuntos e, nomeadamente, no conceito que apresenta a respeito dos povos distantes, em tudo diferente da perspectiva paternalista e colonizadora que era timbre da atitude dos ocidentais em geral e dos agentes do cristianismo, em particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás a sua presença no Oriente não se deve à posição social ou à proximidade de qualquer poder. Ele está ali por acidente da sorte, é um homem que se esforça por sobreviver a um destino frequentemente adverso e não tem, por isso, complexos de conquistador ou missionário.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Há portanto espaço no seu olhar para ver os habitantes longínquos com a tolerância e a compreensão de um seu igual&lt;/span&gt; e não se ocupa, como &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Camões&lt;/span&gt; o fez, em narrar a epopeia do&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; grande Gama&lt;/span&gt;, herói descobridor, antes descreve em tom humanizado piratarias e acidentes perigosíssimos por que passaram anti-heróis como &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;António de Faria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim se compreende também, como nos diz &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;J. David Pinto-Correia&lt;/span&gt;, no Colóquio Letras da FCG de Janeiro de 1984, serem escassas as manifestações que durante o ano de 1983 assinalaram o IV aniversário da morte do grande pícaro aventureiro que na oralidade da sua prosa se designava frequentemente como “o pobre de mim”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dado que a leitura directa e desacompanhada do original é susceptível de não abrir para um entendimento abrangente dos seus valores mais profundos, é aconselhável procurar estudos e comentários que os contextualizem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho aqui a meu lado um interessantíssimo &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 153, 153);"&gt;“Fernão Mendes Pinto no Japão” &lt;/span&gt;de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Wenceslau de Morais&lt;/span&gt; (da Imprensa Nacional Casa da Moeda) e recomendo também &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 153, 153);"&gt;“Sátira e Anti-Cruzada na Peregrinação”&lt;/span&gt;, volume 57 da Biblioteca Breve do Instituto de Cultura e de Língua Portuguesa, de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rebecca Catz&lt;/span&gt;, considerada a maior especialista estrangeira em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fernão Mendes Pinto&lt;/span&gt; e que é possível descarregar na íntegra da internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://s168.photobucket.com/albums/u166/conversasdepintor/conversas%20de%20pintor/?action=view&amp;amp;current=NanbanGroup.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i168.photobucket.com/albums/u166/conversasdepintor/conversas%20de%20pintor/NanbanGroup.jpg" alt="Photobucket" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);font-size:85%;" &gt;Um grupo de portugueses no Japão, no sec. XVII, ou “Nanban” ("bárbaros do Sul", como eram chamados)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20657167-6835637095740581531?l=conversasdepintor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://conversasdepintor.blogspot.com/2008/12/blog-post.html</link><author>costa.brites@netvisao.pt (Costa Brites)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20657167.post-7855458559438481433</guid><pubDate>Thu, 27 Nov 2008 12:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-11T18:04:52.386Z</atom:updated><title>Museu do Vinho da Bairrada, em Anadia, visita temática e exposições temporárias, a não perder</title><description>&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://s168.photobucket.com/albums/u166/conversasdepintor/conversas%20de%20pintor/?action=view&amp;amp;current=01-Anadia.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i168.photobucket.com/albums/u166/conversasdepintor/conversas%20de%20pintor/01-Anadia.jpg" alt="Photobucket" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;prospecto do Museu do Vinho da Bairrada &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);font-size:85%;" &gt;Esta notícia foi publicada no&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Diário de Coimbra&lt;/span&gt; de 2 de Dezembro de 2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Se o leitor se interessa por motivos de natureza cultural e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não&lt;/span&gt; está a pensar deslocar-se em breve a Anadia, acho melhor que mude imediatamente de ideias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;O tão conhecido consumismo faz as pessoas viajar muitos quilómetros (se preciso for, de avião) não levando em conta coisas aqui tão perto e de tão grande valor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;O &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Museu do Vinho da Bairrada&lt;/span&gt; é um centro cultural de elevado nível, dotado de arquitectura notável, espaços e infra-estruturas muitíssimo respeitáveis alojando, para além das visitas temáticas permanentes que propõe em conceito de modernidade e avanço tecnológico, um programa sustentado de valiosos acontecimentos temporários, três dos quais tenho o prazer de comentar hoje, muito resumidamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;De autoria de artistas originários da região da Bairrada, criativos que a si mesmo se intitulam “os Eugénios” (&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fernando Jorge, Luís Gamelas, Luís Santiago, Augusto Formigo e Eugénio Moura Inês&lt;/span&gt;) temos as &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Eugeniaturas”&lt;/span&gt;, 70 caricaturas de individualidades diversas, oriundas quase todas do âmbito nacional lisboeta, onde vivem e prosperam os raros portugueses que fazem e dizem coisas, que “aparecem” na televisão e que são, enfim, mediáticos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;O modo como esta exposição está montada constitui uma obra por si só, pela originalidade de contextualização dos diversos grupos de trabalhos, à qual não falta a particularidade de duas caricaturas (oh, céus!...) penduradas num edifício lá fora, longe, as quais têm de ser vistas… de binóculo!...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Tal excentricidade não peca por excesso, antes condiz com a inteligência criativa e sentido de humor em evidência, que é o que se procura transmitir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;.&lt;/span&gt; &lt;a href="http://s168.photobucket.com/albums/u166/conversasdepintor/conversas%20de%20pintor/?action=view&amp;amp;current=02-Gustavo-Fernandes.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i168.photobucket.com/albums/u166/conversasdepintor/conversas%20de%20pintor/02-Gustavo-Fernandes.jpg" alt="Photobucket" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);font-size:85%;" &gt;"To play for time", 117 x 286 cm, óleo s/ tela, de Gustavo Fernandes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;Passemos em seguida à exposição de pintura e fotografia que assinala os 25 anos de carreira de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gustavo Fernandes&lt;/span&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;O conjunto de obras expostas é de uma intensa maturidade técnica, afirmando uma filosofia muito particular do objectivo e do subjectivo. O primor das execuções e o seu encadeamento simbólico configuram uma visão mais que do tecnicista, psicanalítica. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;A terminologia vulgar ou as categorizações de escola ficam aquém do que é dado a ver. Nem o surrealismo, nem o hiper-realismo, nem a matriz fotográfica resolvem só por si esta problematização do sonho, ou do pesadelo, que nos deixa sós de olhos abertos sobre uma realidade interior, sem tempo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Há silêncios feitos de ausência, horizontes de infinitude, materiais sem alma aparente vistos à lupa, rostos que se nos escapam, o senhor do boné que procura algo que está fora do quadro e a criança que esconde o seu olhar do animal imenso que (não) está lá.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Na série dedicada ao vinho, espécie de uma vitalidade mitologicamente meridional ou de velhas ritualidades do sagrado, os símbolos imediatos da sua presença aparecem cruzados com um corpo fraccionado de mulher equivocamente despida/vestida e sem rosto. O pintor sujeita-se ao tema mas não consegue alhear-se da sua visão própria, intensa, violenta (a palavra sai-me, não posso evitá-la).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;a href="http://s168.photobucket.com/albums/u166/conversasdepintor/conversas%20de%20pintor/?action=view&amp;amp;current=03RogrioTimteo.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i168.photobucket.com/albums/u166/conversasdepintor/conversas%20de%20pintor/03RogrioTimteo.jpg" alt="Photobucket" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;"Viajante do tempo", 130 x 215 cm, mármore s/ metal de Rogério Timóteo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rogério Timóteo&lt;/span&gt; é o artista que protagoniza a terceira das exposições temporárias, constituída por um conjunto de esculturas e desenhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Nas primeiras apresenta o cruzamento de materiais fortemente contrastantes: o ferro e o mármore; o Norte e o Sul de uma geografia dos sentidos; a vulnerabilidade da carne frente a tudo aquilo que lhe é exterior; o sangue e a técnica; o grito humano de encontro à funcionalidade do mundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;A fragilidade e a audácia do corpo encontram-se metaforicamente em evidência como elos de uma cadeia de tensões, colocados no ponto crucial de expansões energéticas: o desejo do voo, a proa do navio, as soluções de continuidade entre colunas assimétricas, a dor e o sacrifício.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Os desenhos distribuem-se por dois ciclos, um mais formalista outro mais tumultuoso, mas ambos bem articulados com as peças restantes. É especialmente bem escolhida a forma de acabamento e cobertura das obras com resina acrílica, o que confere uma vibração lumínica que complementa bem a sóbria austeridade da técnica de registo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Embora cada uma destas três exposições denote uma forte personalidade, é de acentuar que cada uma delas pode coexistir com as restantes, dadas as qualidades arquitectónicas dos espaços onde são inseridas e a forma como este foi administrado pela organização das mesmas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20657167-7855458559438481433?l=conversasdepintor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://conversasdepintor.blogspot.com/2008/11/museu-do-vinho-da-anadia-visita-temtica.html</link><author>costa.brites@netvisao.pt (Costa Brites)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20657167.post-3252664981463748664</guid><pubDate>Sun, 05 Oct 2008 09:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-02-13T15:48:45.409Z</atom:updated><title>Mário Branco expõe em Coimbra, no Museu Municipal, Edifício Chiado</title><description>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://s168.photobucket.com/albums/u166/conversasdepintor/conversas%20de%20pintor/?action=view&amp;amp;current=442-a.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i168.photobucket.com/albums/u166/conversasdepintor/conversas%20de%20pintor/442-a.jpg" alt="Mario Branco" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;Composição II - técnica mista sobre tela 46,5 x 39,5 cm&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;Este comentário foi publicado no Diário de Coimbra de 30 de Setembro de 2008&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esteja atento o cidadão interessado e não desista de ver. Os mesmos artistas que desde há milénios procuram comunicar com o presente futuro das sensibilidades vivas permanecem activos, mau grado a fome aparente de verdade e de paixões autênticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fantasma das culturas burocráticas permanece e alimenta-se de espectáculo, mas aqueles que teimam encontrar, sempre acharão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mário Branco mostra um belíssimo conjunto de obras de pintura na galeria de exposições temporárias do Museu Municipal, no Edifício Chiado, outrora centralidade única de centralidades agora repartidas e é uma presença que vem deliberadamente ao nosso encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os trabalhos que nos mostra evidenciam bem uma metamorfose positiva das linguagens da contemporaneidade, neste caso coerentemente associada à corrente das artes próximas do homem e da sua essência comunicativa.&lt;br /&gt;Nada de chapadas de tinta aleatoriamente garatujadas por cima de enormes telas, ou exercícios de neo-qualquer-coisa confiantes na perplexidade de contemplantes anulados pelo acetinado de “meios” que dispensam completamente a “mensagem”.&lt;br /&gt;Mário Branco, pelo contrário, aborda sem complexos uma ampla diversidade de condimentos expressivos não fugindo à variedade de formatos que oscilam entre o delicadamente intimista e a alargada dimensão de alguns dos seus vórtices de impressionante efeito.&lt;br /&gt;As variadas caligrafias que põe em prática vão desde a administração mecanicista da matéria da pintura em escorrências, sobreposições e arrastamentos, etc., até à execução a pincel de “mimos” de expressão cuidada, sem receio de evidenciar amor e preceitos técnicos.&lt;br /&gt;As suas composições abrangem uma variedade de formatos sugestivos do “retrato” e da “paisagem” mas, na maioria dos casos, revelam estruturações impossíveis de designar por palavras.&lt;br /&gt;Como qualquer artista em liberdade não foge à diversidade. Se evidencia coerência plástica, porém, não nos reduz à monotonia de estar a ver sempre “o mesmo quadro”, apelando à decifração das fases construtivas e desafiando-nos a adivinhar o itinerário de gestos felizmente complementares.&lt;br /&gt;As suas massas cromáticas tanto se afirmam por empastamentos convictos ou cores firmes, como em lavados e transparências subtis, aqui e ali acentuados por tracejamentos a pastel ou carvão e projecções de tinta diluída que surgem onde é oportuno e não apenas “onde calha”.&lt;br /&gt;A paleta de cores assenta numa semântica serenamente nostálgica, embora sejam abundantes os pontos de exclamação, as acentuações e – em casos precisos – a surpresa de uma excepção.&lt;br /&gt;Visite exposições de pintura, caro leitor.&lt;br /&gt;Vale bem a pena e ensina os olhos a ver. Mas não vire o rosto para o lado à primeira impressão. Persista um pouco e tente mergulhar lentamente na arquitectura dos sinais.&lt;br /&gt;Assim se aprende a ler o pensamento e se lava a mente da pressa confusa das imagens sem alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);font-size:85%;" &gt;Nota de remate:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consequência das restrições cumulativas a cujo cerco o cidadão se vai habituando (e que pesam fatalmente pela negativa) o pequeno catálogo anteriormente oferecido equivale agora aproximadamente ao preço de quatro litros de gasolina. Sinal dos tempos em que o espavento das derrapagens dos biliões se tornou uma praga “paulatinamente” ignorada por motivos de “conformação”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mário Branco no Edifício Chiado, até 25 de Outubro de 2008.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20657167-3252664981463748664?l=conversasdepintor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://conversasdepintor.blogspot.com/2008/10/mrio-branco-expe-em-coimbra-no-museu.html</link><author>costa.brites@netvisao.pt (Costa Brites)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20657167.post-7014156471957625118</guid><pubDate>Tue, 15 Jul 2008 19:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-09T23:54:07.790Z</atom:updated><title>TÚLIA SALDANHA; Curriculum Vitae resumido</title><description>&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://s168.photobucket.com/albums/u166/conversasdepintor/conversas%20de%20pintor/?action=view&amp;amp;current=420.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i168.photobucket.com/albums/u166/conversasdepintor/conversas%20de%20pintor/420.jpg" alt="T&amp;amp;uacute;lia Saldanha" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 153, 153);"&gt;O seguinte “curriculum vitae” (resumido) da artista Túlia Saldanha foi inserido num breve catálogo, cuja capa acima se reproduz, de uma sua exposição realizada por iniciativa dos Serviços Culturais da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, de 24 a 30 de Junho de 1987.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Túlia Saldanha&lt;/span&gt; nasceu em Perêdo, Macedo de Cavaleiros em 1930.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Foi sócia do Círculo de Artes Plásticas des­de 1967 e fez parte do Corpo Docente desde 1974.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Algumas exposições colectivas:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;1968&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Em Coimbra:&lt;br /&gt;− no Museu Machado de Castro;&lt;br /&gt;− no CAPC;&lt;br /&gt;Em Amarante:&lt;br /&gt;− no Centenário de Amadeu de Sousa Cardoso&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;1971&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Em Coimbra:&lt;br /&gt;− “A Floresta”, no CAPC;&lt;br /&gt;No Porto:&lt;br /&gt;− “O Presente”, na Galeria Alvarez;&lt;br /&gt;Em Óbidos:&lt;br /&gt;− na Galeria “Ogiva”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;1973&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Em Coimbra, no CAPC:&lt;br /&gt;− "Minha Coimbra Deles" e "Aniversário da Arte".&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;1974&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Projectos Ideais" na Sociedade Nacional de Belas Artes (S.N.B.A.) em Lisboa&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;1975&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Semana de Arte na Rua” em Coim­bra&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;1976&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Alternativa Zero" em Belém, Lisboa,&lt;br /&gt;Encontros Internacionais de Arte na Póvoa de Varzim&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;1977&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Mitologias Locais" na S.N.B.A. emLis boa,&lt;br /&gt;Cooperativa Árvore no Porto,&lt;br /&gt;Encontros Internacionais de Arte nas Caldas da Rai­nha&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;1980&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Participações:&lt;br /&gt;na SACOM 2 Museu Vostell em Malpartida de Cárceres, Espanha,&lt;br /&gt;"Panorama das Galerias" na Galeria de Arte Moder­na em Belém,&lt;br /&gt;"a Caixa" na Galeria Diferença Lisboa&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;1981&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"25 Artistas de Hoje" no Museu de Ar­te Moderna na Universidade de S. Paulo Brasil, "100 Horas a Desenhar" na Galeria do Chiado em Coimbra&lt;span style=""&gt;                          &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                                     &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;1982&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Bienal Internacional de Vila Nova de Cerveira&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;1983&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"30 Horas a Desenhar" Instituto Alemão em Lisboa,&lt;br /&gt;"Exposição Nacional de Desenho" na Cooperativa Arvore, no Porto,&lt;br /&gt;"O Papel como Suporte" na S.N.B.A. Lisboa&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;1984&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;"Anti-Heróis, Malditos e Marginais" em Lisboa;&lt;br /&gt;"Pipxou" − Inverno 84 − Galeria Diferença Lisboa&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;1985&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Intervenção no Centro de Arte Moderna da Gulbenkian Lisboa&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;          &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;1986&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;II Bienal Nacional de Desenho/85 na Cooperativa Árvore, no Porto;&lt;br /&gt;Faculdade de Direito de Coimbra;&lt;br /&gt;“Agitarte” em Aveiro;&lt;br /&gt;Casa Museu Teixeira Lopes em Vila Nova de Gaia;&lt;br /&gt;Faculdade Psicologia Universidade de Coimbra.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;1986&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Festa para Ernesto de Sousa;&lt;br /&gt;Como elemento do Grupo de Intervenção do CAPC, participação nos Encontros Internacionais de Arte Caldas da Rainha,&lt;br /&gt;em Coimbra, na S.N.B.A.,&lt;br /&gt;no IADE, no Café Brasileira em Lisboa, etc.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Exposições individuais:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;1969, 70, 71 CAPC Coimbra&lt;br /&gt;1974 Galeria Dois no Porto&lt;br /&gt;1976 no CAPC&lt;br /&gt;1979 Gal. Diferença Lisboa&lt;br /&gt;1982 no CAPC Coimbra&lt;br /&gt;1985 na Galeria Diferença em Lisboa&lt;br /&gt;1986 Teatro Gil Vicente Coimbra.&lt;br /&gt;1986 Galeria QUADRUM, Lisboa&lt;br /&gt;1987 Desenho e Pintura Macedo de Cavaleiros&lt;br /&gt;1987 Galeria Almada Negreiros, (aquisições Recentes) S.E.C.&lt;br /&gt;1987 Abertura do Museu de Arte Moderna (Casa de Serralves), no Porto.&lt;/p&gt;&lt;a href="http://conversasdepintor.blogspot.com/2006/12/uma-artista-de-elevado-nvel-que-coimbra.html"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Chamo a atenção dos visitantes para a crónica de minha autoria a respeito da memória pessoal que tenho dessa insígne artista e pessoa de raríssimas qualidades humanas, abaixo publicada. (clicar nesta frase para ter acesso)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://s168.photobucket.com/albums/u166/conversasdepintor/conversas%20de%20pintor/?action=view&amp;amp;current=capas-01.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i168.photobucket.com/albums/u166/conversasdepintor/conversas%20de%20pintor/capas-01.jpg" alt="CAPC Coimbra" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153); font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Esta imagem representa as capas de duas edições do CAPC que me foram oferecidas pessoalmente por Túlia Saldanha e que guardo como importantes documentos da actividade daquela instituição, respectivamente, durante os anos de 1979 a 1980 e de 1981 a 1983.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20657167-7014156471957625118?l=conversasdepintor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://conversasdepintor.blogspot.com/2008/07/tlia-saldanha-curriculum-vitae-resumido.html</link><author>costa.brites@netvisao.pt (Costa Brites)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20657167.post-5313550707389724410</guid><pubDate>Tue, 22 Apr 2008 13:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-08T19:15:58.419Z</atom:updated><title>O “Jardim da Água” nas Caldas da Rainha e a obra artística de Ferreira da Silva</title><description>&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/24401541@N03/2434197988/" title="Ferreira da Silva por costa brites, no Flickr"&gt;&lt;img src="http://farm3.static.flickr.com/2296/2434197988_c418d37c79_o.jpg" alt="Ferreira da Silva" height="800" width="450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);font-size:78%;" &gt;painel de azulejos, IPO/Coimbra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem primeiro me falou, já há alguns anos, acerca do artista Ferreira da Silva, foram os profissionais de azulejaria da região de Alcobaça, Porto de Mós e Caldas da Rainha. Trata-se de uma figura por todos conhecida, rodeando o seu nome uma aura de elevado respeito e consideração pela sua obra.&lt;br /&gt;Um dia, o meu amigo Alcino Vala, do Juncal de Porto de Mós, que exerce o mesmo ofício que os azulejadores de fins do sec. XVIII que ali produziram, entre muitos outros, os painéis de azulejos que estão na sala dos Reis no Mosteiro de Alcobaça, levou-me propositadamente até ao Hotel da Quinta do Pinheiro, no Valado dos Frades, onde há um significativo conjunto de trabalhos de autoria de Ferreira da Silva, às quais novas encomendas se vieram juntar recentemente, numa louvável atitude de enriquecimento patrimonial daquela instituição.&lt;br /&gt;Tive mais tarde a ocasião de publicar no Diário de Coimbra um comentário detalhado a respeito do notável conjunto de painéis seus que se encontram no IPO em Coimbra, quer à entrada, quer no seu interior.&lt;br /&gt;Fora entretanto às Caldas da Rainha, para me encontrar com o Mestre, o que me deu a grata oportunidade de conhecer, além de outras intervenções suas de valiosa importância, o empreendimento público que ali desenvolve, com arrastadas intermitências, por iniciativa do Centro Hospitalar da cidade e que tem a designação de “Jardim da Água”.&lt;br /&gt;É muito ingrato para mim falar num espaço tão reduzido a respeito do labor deste notabilíssimo artista detentor, além do mais, de uma personalidade forte e distanciada de toda a trivialidade, do exibicionismo fácil e da reverência conveniente.&lt;br /&gt;O artista Ferreira da Silva é conhecido por um grande número de intelectuais e artistas do grande mundo, com os quais ombreou em talento e representação cultural. A personalidade que o caracteriza, contudo, fez dele um homem enraizado no labor oficinal que sempre tem desenvolvido com a maior eficácia criativa e infatigável persistência experimental. Detentor de uma cultura universalista, ecológica e poética, de grande independência, aprecia os espaços livres, o mundo das origens, os princípios e a liberdade inicial em clima que gosta de designar como “saudade do arqueo-sítio”.&lt;br /&gt;São numerosas as obras que foi produzindo no domínio das artes do fogo, estando espalhadas pelo mundo uma grande quantidade delas, na posse de notáveis coleccionadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/24401541@N03/2433351847/" title="Ferreira da Silva por costa brites, no Flickr"&gt;&lt;img src="http://farm3.static.flickr.com/2269/2433351847_eed58d1d0f_o.jpg" alt="Ferreira da Silva" height="800" width="600" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;O "Jardim da Água", Caldas da Rainha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Jardim da Água é um espaço cénico e um percurso pedonal que tira partido de um conjunto de materiais pré-existentes e de estruturas de encaminhamento de águas termais, aos quais se acrescentam multifacetados recursos de originalidade e um sentimento criativo sem peias.&lt;br /&gt;É uma obra dominada por um empolgante sentimento de utopia, destinada a fornecer um permanente espectáculo de águas rumorejantes, circulando através de planos diversificados, animado dos mais diversos efeitos de cor e luz.&lt;br /&gt;A estrutura geral de suporte associa à solidez do betão uma libérrima multiplicidade de planos com intenso dinamismo escultórico, sobre os quais a cerâmica, o vidro, o ferro e outros materiais ganham significados novos, amplificantes do seu usual valor.&lt;br /&gt;Faço os mais sinceros votos para que as contradições que se adivinham por detrás da hesitante marcha dos acontecimentos não demorem a conclusão de uma iniciativa sem qualquer paralelo em meio urbano e de invulgar expressão estética, que tanto tem a ver com o legado histórico e cultural da cidade em que se encontra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153); font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Este texto foi publicado na &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Revista de Informação&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153); font-weight: bold;font-size:85%;" &gt; do Sindicato dos Bancários do Centro, de Janeiro/Fevereiro de 2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20657167-5313550707389724410?l=conversasdepintor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://conversasdepintor.blogspot.com/2008/04/o-jardim-da-gua-nas-caldas-da-rainha-e.html</link><author>costa.brites@netvisao.pt (Costa Brites)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20657167.post-3538600825513781303</guid><pubDate>Sun, 20 Apr 2008 17:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-03T21:13:36.768Z</atom:updated><title>Augusto Mota, o olhar do pensamento e a novidade do que é eterno</title><description>&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="width: 399px; height: 607px;" src="http://img259.imageshack.us/img259/2610/01amowv2.jpg" alt="Image Hosted by ImageShack.us" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);font-size:85%;" &gt;Desenho da autoria de Augusto Mota, de fim dos anos 60, para uma das muito conhecidas capas da Livraria Martins, de Leiria&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);font-size:85%;" &gt;Este texto foi publicados na &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://www.sibace.pt/revista/revista_003.pdf"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Revista de Informação&lt;/span&gt; do Sindicato dos Bancários do Centro, de Março/Abril de 2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Um dos perfis que mais se destaca nas memórias que tenho da minha Leiria dos anos 50 e 60 é o do artista e cidadão Augusto Mota, pelo modelo de pensamento e pelo exemplo construtor de energias criativas que colocou ao meu alcance e de tantas outras pessoas da mesma geração.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Licenciado em Filologia Germânica ensinava artes visuais na chamada Escola Industrial e Comercial. Essa aparente contradição sinalizava a abrangência de culturas e de capacidades diversas, numa síntese produtora de entusiasmo criativo e na concepção do maravilhoso da vida como contingência possível.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Tive o privilégio de ler muito cedo o notabilíssimo trabalho de tese que fez sobre a obra de Aldous Huxley, numa idade em que o interesse pelo mundo e pela vida tinha consigo a tal crença inicial que acelera a chegada do futuro sem que o facilite, envolvendo-o – não obstante – pelo arco-íris de expectativas plenas de convicção.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Desde a utopia franca duma obra como “A Ilha” às perspectivas impiedosas de um “Admirável Mundo Novo”, agora muito mais próximo de todos nós, senti-me impulsionado em direcção a um entendimento da vida e do mundo cujos limites não se esgotaram jamais.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Tal como William Blake, cuja obra teve inicialmente como projecto de tese, também Augusto Mota evidencia uma abrangência de criatividades distintas, ao jeito das grandes fi guras do humanismo renascentista. Como criador plástico trouxe ao meio em que vive uma grande variedade de sugestões completamente novas, a partir do próprio conceito da condição social do artista como agente de transformações essenciais.&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;b style=""&gt;“O futuro não precisa de quadros: precisa de Cidades que os Homens possam habitar humanamente”,&lt;/b&gt; disse desde os seus começos, na propensão assumida de rejeitar as atitudes mais formalmente académicas, em benefício de oportunidades abertas ao alcance da maioria. A arte nos objectos e atitudes do quotidiano e na pesquisa sensata e elegante das melhores soluções para todos os problemas da sociedade.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Figuras como Augusto Mota deveriam ser utilizadas mais amplamente pela nossa sociedade em seu próprio benefício. O poder e os seus interesses imediatistas têm dificuldade em entender tais valores, o que configura uma das piores tendências da sociedade em que vivemos: a exaltação da trivialidade e a legitimação do que é medíocre.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;No último período da sua actividade como professor do ensino secundário (aparentemente, no nosso país só há professores no ensino secundário!...) provou os amargos frutos dum já antigo e hipocritamente escamoteado apodrecimento dos ambientes lectivos.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Reformou-se dessa actividade em tempo próprio, mas não abandonou a procura de valores e o cultivo de formas específicas de intervenção cultural, de que continuo, felizmente, como espectador privilegiado.&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Sempre que olho a frescura de inspiração de tantas das suas obras invade-me um entusiasmo poético tão intenso como aquele em que as vi pela primeira vez.&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Inesquecível é, contudo, o políptico das “Tentações de Dona Urraca”, desenho a traço simples que perfeitamente sugere o universo da cor, pleno de ironia teatral e truculência ingénua que não assustam, antes inspiram quem as vê.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Revelação de entidades misteriosamente familiares oriundas dum sonho sem idade, águas impolutas e frescas de um rio sereno sem margens.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20657167-3538600825513781303?l=conversasdepintor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://conversasdepintor.blogspot.com/2008/04/augusto-mota-o-olhar-do-pensamento-e-o.html</link><author>costa.brites@netvisao.pt (Costa Brites)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20657167.post-4832793281662745909</guid><pubDate>Sun, 30 Mar 2008 17:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-30T20:38:03.679+01:00</atom:updated><title>Exposição Bibliográfica e Documental Luiz Pacheco, na Biblioteca Geral da UC, a não perder</title><description>&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://s168.photobucket.com/albums/u166/conversasdepintor/conversas%20de%20pintor/?action=view&amp;current=LP02.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i168.photobucket.com/albums/u166/conversasdepintor/conversas%20de%20pintor/LP02.jpg" border="0" alt="Photobucket"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);font-size:85%;" &gt;publicado no Diário de Coimbra de 16 de Março de 2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Da fachada da Biblioteca Geral pende uma faixa comprida, com a assinatura de Luiz Pacheco. “Eu não tenho imaginação”, é nela declarado pelo escritor, figura tornada fascinante devido à sua desordenada bizarria a que a sociedade conformada e silenciosa que todos nós construímos não tem deixado de prestar um significativo preito de atenção.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Valha-nos o facto saudável desta exposição não ser uma homenagem como tantas, tão pleonásticas, tão fatigantes. É, adequadamente para uma Biblioteca Geral universitária, um registo de presença de um autor problematizante e oblíquo ao conformismo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A presença na Internet e nos meios de comunicação a respeito do escritor, a que é inteiramente supérfluo chamar “polémico”, é muito abundante e elucidativa, embora os seus livros sejam raros nos escaparates.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A visita à BGUC recomenda-se, e que o visitante não vá com pressa. Que leve tempo para entrar pelas vitrinas com vagar de ler palavras sentidas, testemunhos directos e pungentes da vontade indómita e da palpitação acelerada dum coração inquieto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os intervenientes no colóquio que ali teve lugar para inauguração da mesma eram, além de estudiosos, pessoas estreitamente ligadas à pessoa e à obra do artista. Um deles, seu filho, falou não omitindo nem iludindo essa qualidade, mas declarando-se primordialmente como seu leitor e admirador. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Todas as participações foram abundantemente elucidativas, mas a respeito de um outro Luiz Pacheco, diferente do que nos é apresentado como caricatura dele mesmo, ao arrepio da sua verdade essencial de escritor, crítico, editor e semeador de inquietações.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Afirmou o artista, portanto, que não tinha imaginação. Um dos participantes explicou, ao abordar a diferença essencial entre os “escritores da memória” e os “escritores da imaginação”, que isso se deveria ao facto de que a própria vida por ele vivida já era o bastante para satisfazer a sua vontade de intervir, o seu sentido de missão e de projecto, o seu peculiar sentido de liberdade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“A imaginação é a minha vida”, dizia Pacheco, acrescentando noutra altura a respeito de si mesmo que “a minha escrita é o meu real”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Outra coisa disse também: “Não há escritores malditos, há é escritores mal escritos”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os seus mais próximos conhecedores consideram-no não um marginal, mas um praticante de “uma escrita de estrutura eminentemente clássica, com delicadas subversões”. No exercício da sua actividade de editor revelou sempre um cuidado meticuloso em todas as tarefas levadas a cabo, integralmente exigente na escolha das obras para publicação, todas elas dentro do critério da criação artística e nunca no da escrita de largo consumo. &lt;span class="a"&gt;Raul Leal, Natália Correia, António Maria Lisboa, Herberto Hélder, Vergílio Ferreira, Mário Cesariny, entre outros, foram autores que publicou.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se o leitor tomar a decisão de visitar esta exposição, e acho muito bem que o faça, pode consultar antes a elucidativa documentação publicado sobre este acontecimento no site da BGUC, em: http://www.uc.pt/bguc/luizpacheco.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20657167-4832793281662745909?l=conversasdepintor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://conversasdepintor.blogspot.com/2008/03/exposio-bibliogrfica-e-documental-luiz.html</link><author>costa.brites@netvisao.pt (Costa Brites)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20657167.post-8996445090062414930</guid><pubDate>Sun, 02 Mar 2008 18:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-02T18:07:02.538Z</atom:updated><title>A Galeria Sete, Ases &amp; Trunfos em exposição e equipamento cultural em projecto</title><description>&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_rpHmx4pVAZE/R8rsVkrS-GI/AAAAAAAAACo/K-Xm_ffjqCQ/s1600-h/ases.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_rpHmx4pVAZE/R8rsVkrS-GI/AAAAAAAAACo/K-Xm_ffjqCQ/s400/ases.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173206977355118690" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);font-size:85%;" &gt;Publicado no Diário de Coimbra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Foi publicada recentemente a emocionante notícia de que a Galeria Sete irá meter ombros à construção de um espaço cultural numa zona adjacente à Avenida Elísio de Moura, situada ao lado direito de quem sobe, no vale verdejante ainda com antigas terras de cultivo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Muito emocionante para mim, dado que resido nas imediações, e naturalmente emocionante para todos os que se interessam pela arte e pela cultura, onde quer que se encontrem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O facto de ser visitante regular da galeria, acompanhando por gosto o que ali se fez desde o seu início, permite-me concluir que o projecto já aprovado vai ser um passo em frente em termos gerais de cultura, não admirando que as artes plásticas ali venham a beneficiar de particular incidência.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sem ser apreciador do cerimonial das inaugurações, deixo-me tentar por visitas mais tranquilas e contemplativas, sendo a exposição que ali se encontra neste momento – Ases &amp;amp; Trunfos – uma revisão abrangente de opções e personalidades estéticas especificamente interessantes, caso a caso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Passando pela montra somos literalmente “arrastados” para dentro da galeria pela tela de Francisco Relógio, artista já desaparecido que foi expoente dum talento raro, fortemente ligado às sensibilidades dum tempo e de uma cultura muito específicos. Para além da frontalidade simbólica com que nos confronta, amadurece com os anos. Merece, por isso, um olhar lavado de preconceitos datados, devido às suas qualidades de expressão plástica que servirão noutros contextos, e sempre, como eco de um apelo intenso e luminoso, entre rosto e alma, entre terra e sol.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ao lado, João Vieira está presente com uma das suas pesquisas de consagrado valor intelectual, massas complexas de cor arrastadas por compressão que configuram, mais do que ideogramas, fantasmagorias de teor semi-caligráfico, quase-máscaras ou quase-rostos monumentais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De outros artistas representados permito-me referir, de memória, José de Guimarães, Pedro Poença e os trabalhos ainda presentes duma recente exposição individual de Noronha da Costa que a Galeria Sete organizou, como importante testemunho da sua evolução recente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;José de Guimarães representa-se com um trabalho demonstrativo da sua prática de construir os elementos de suporte das obras que executa, muitas vezes situadas entre a pintura e a escultura, e que associam o mistério distante da complexidade ancestral às sínteses mais intensas da modernidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pedro Proença, duma geração mais nova, evidencia em tudo o que faz uma prolífica veia criativa, quer do ponto de vista da construção imagética, sempre duma invenção caudalosa, quer mediante o uso da palavra escrita que, no caso presente, se encontra em evidência sobre o próprio corpo da pintura. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Estão ainda presentes um número significativo de peças, todas claramente referenciáveis aos respectivos autores pelas suas qualidades expressivas, como um desenho de Vieira da Silva de 1945, particularmente intenso na simbologia do transe conflitual de que é testemunha; um guache de 1980 com a marca peculiar do gesto de Manuel Cargaleiro, cujo trajecto assinala uma forte presença na área da azulejaria; obras de Cruzeiro Seixas, Mário Botas, Mário Cesariny, entre outros.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A par destes exemplos, vários outros seria de acrescentar, de diferentes gerações de criadores e de diversas escolas de expressão, não havendo aqui possibilidade para isso, nem sendo meu propósito substituir-me à visita mais abrangente que o leitor irá procurar fazer, caso não o tenha feito já.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Visite entretanto o bem documentado site da galeria que encontrará no seguinte endereço: http://www.galeriasete.com/.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20657167-8996445090062414930?l=conversasdepintor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://conversasdepintor.blogspot.com/2008/03/galeria-sete-ases-trunfos-em-exposio-e.html</link><author>costa.brites@netvisao.pt (Costa Brites)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_rpHmx4pVAZE/R8rsVkrS-GI/AAAAAAAAACo/K-Xm_ffjqCQ/s72-c/ases.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20657167.post-34344062208851441</guid><pubDate>Sun, 02 Mar 2008 16:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-02T18:02:33.664Z</atom:updated><title>Caminhando pela baixa de Coimbra, com exposição de fotografias de Edgar Martins, no CAV</title><description>&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_rpHmx4pVAZE/R8rmE0rS-FI/AAAAAAAAACg/bame8LPE70E/s1600-h/cav01.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_rpHmx4pVAZE/R8rmE0rS-FI/AAAAAAAAACg/bame8LPE70E/s400/cav01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173200092522543186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);font-size:85%;" &gt;Publicado no Diário de Coimbra de 27 de Fevereiro de 2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única coisa que a baixa de Coimbra não precisa é de que venha acrescentar-me ao número daqueles que tão lamentosamente debatem a sua decadência.&lt;br /&gt;Só me ocorre dizer que, para além de todos os problemas que são ventilados por muitas outras pessoas muito melhor do que eu, a baixa também é uma questão de opção e de cidadania.&lt;br /&gt;Se quiser ir à baixa, vou.&lt;br /&gt;Se a oferta de serviços, se os locais de convivência e de cultura, se os estabelecimentos com rosto humano me convierem, porque não na baixa?&lt;br /&gt;E é isso que faço, em dia de Sábado à tarde, a pé e levando comigo (além da melhor companhia…) aquele vagar que também inclui olhos para ver as coisas como se fosse pela primeira vez.&lt;br /&gt;Depois de sair de Montarroio entramos no “Pátio”, damos a volta a um taipal de obras − das muitas que há por todo o lado ¬− e entramos no espaço do CAV, Centro de Artes Visuais.&lt;br /&gt;A exposição que se mostra ao entrar é de fotografias de Edgar Martins, acontecimento que requer uma atenção e um vagar muito específicos, e proporciona um intenso prazer desde o primeiro instante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;numa tarde de luz tão ternamente atlântica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compro o catálogo bilingue e cedo por momentos à tentação de mergulhar alternadamente na versão portuguesa e na inglesa, parecendo-me especialmente interessante o trabalho de tradução, facto que nem sempre ocorre em tais edições.&lt;br /&gt;A visita, contudo, obriga-me a deixar a leitura para depois.&lt;br /&gt;O modo como é feita a colocação dos títulos, embora não sendo de ignorar, é rapidamente abandonada, dada a evidente relação que os diversos ciclos de imagens mantêm entre si, quer por efeito de semelhança, quer por efeito de contraste.&lt;br /&gt;Nesse sentido a organização da exposição é muitíssimo estimulante, porque permite ao visitante aperceber-se da coesão que as diversas séries sustentam em si mesmas, sem deixar de oferecer momentos de contraste e tensão, valendo a visita dos espaços não somente pelas peças isoladas como pelas confrontações respectivas.&lt;br /&gt;Esta estratégia expositiva tem as suas excepções, das quais me atrevo a salientar o caso da última sala, em que a obra apresentada nos colhe com emocionada surpresa, dado o grau de familiaridade subjectiva (ou contraste plástico-simbólico), existente entre a matéria que nos dá a ver e a própria estrutura construtiva do espaço envolvente.&lt;br /&gt;Para além do esplêndido apuro formal das obras apresentadas, que em certos casos restringe ao mínimo o conjunto de dados que são oferecidos à observação, existe como uma espécie de equívoco ou mistério na organização da paisagem que suscita uma análise dos mínimos sinais disponíveis, contendo cada um uma intensidade particular que reforça a coerência do todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;uma multidão de gaivotas descansa sobre o artificial Mondego&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entrada surpreendida numa exposição de tão elevado teor de qualidade não é facilmente compatível com a apreensão imediata de todas as razões e conceitos que animam o labor do artista, para mais tão longamente fundamentados. Mas configuram uma oportunidade a não perder e, já agora, analisamos mais um pouco um dos fenómenos visuais em evidência. Largas superfícies de cor densa apresentam a espessura que nenhum fenómeno natural em si contém, a não ser no conceito abstracto da própria ausência.&lt;br /&gt;Um negrume tão intenso que, revelando aqui e ali sinais imprecisos, ou misteriosos, ou intensamente solitários, é essencialmente uma acentuação de tudo o mais que a vista alcança. Nuns casos apreciamos uma noite que não é, noutros um regato que se mostra como se fosse uma nuvem, noutros uma superfície líquida que se transforma noutro céu sobre o qual flutua a enorme massa de um iceberg escultórico, citação das tumultuosas paisagens glaciares de Caspar David Friedrich.&lt;br /&gt;As breves observações que aqui deixo a respeito da exposição de Edgar Martins não esgotam o muito que dela poderia dizer-se.&lt;br /&gt;Durante a visita valeu a boa companhia que me levava para aquecer as salas arrefecidas de gente. E para entender melhor aquelas pequenas e grandes coisas que um olhar amigo vê mais esclarecidamente do que todas as palavras ditas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;caminhar é preciso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espaço mais densamente frequentado que atravessámos no doce fim de tarde, foi o do parque da cidade. Chusma de automóveis no parque de estacionamento. Os mesmos que vão desandar dali para as grandes superfícies, poluindo tanto ao Sábado e ao Domingo como nos outros cinco dias.&lt;br /&gt;Os meus compatriotas têm uma grande dificuldade em andar a pé, e os transportes públicos ao Sábado e ao Domingo são ainda muito menos amigos que durante a semana.&lt;br /&gt;Vir a pé à baixa, Sábado à tarde, pode muito bem ser um sonho frustrante ou uma cansativa peregrinação.&lt;br /&gt;Mas temos a intenção de persistir nesse hábito.&lt;br /&gt;Embora nem tenhamos o colesterol alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20657167-34344062208851441?l=conversasdepintor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://conversasdepintor.blogspot.com/2008/03/caminhando-pela-baixa-de-coimbra-com.html</link><author>costa.brites@netvisao.pt (Costa Brites)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_rpHmx4pVAZE/R8rmE0rS-FI/AAAAAAAAACg/bame8LPE70E/s72-c/cav01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20657167.post-45244928333767732</guid><pubDate>Sat, 09 Jun 2007 07:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-06-09T08:43:22.866+01:00</atom:updated><title>Fernando Dôres expõe no Museu Municipal, Edifício Chiado</title><description>&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_rpHmx4pVAZE/RmpTo4ovDpI/AAAAAAAAACE/s2Vp45dgI4c/s1600-h/0722.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_rpHmx4pVAZE/RmpTo4ovDpI/AAAAAAAAACE/s2Vp45dgI4c/s400/0722.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5073959892049399442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);font-size:78%;" &gt;sem título, caneta e aguarela, 43,5 x 30,4 cm&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;                      &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 16pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 0);font-family:Arial;" &gt;Uma das coisas mais bonitas que a passagem de uma pessoa pelo miolo da cidade permite é não se estar a fazer conta com nada, entrar por uma porta aberta e, como por encanto, encontrar um acontecimento, uma personalidade, uma obra apreciável e o ensejo de falar de tudo isso.&lt;br /&gt;A minha passagem pelo Chiado forneceu-me uma dessas oportunidades: uma exposição de Fernando Dôres, para ser mais preciso. Nota: não esquecer o chapelinho na letra “o” (que o meu computador se recusa a colocar) e bem assim o “p” na palavra “Metamorphoses”, pois é esse o título da mostra apresentada.&lt;br /&gt;O conjunto de obras representa uma acumulação extraordinária de meticulosas atitudes.&lt;br /&gt;Cada trabalho denuncia esse imenso vagar do espírito que permite, em cada passo que conduz à sua produção, concentrar totalidades diversas em que cada parte é destacável do todo sendo, não obstante, parte inalienável da síntese final.&lt;br /&gt;Isto é: o observador pode congeminar a marcha dos gestos do artista criador; decifrar apetitosamente como tudo pode ter-se passado, encontrando em cada jornada um infinito prazer de descoberta e revelação.&lt;br /&gt;Não obstante, e como já foi dito, o resultado produzido nem por isso é menos uma unidade coerente e expressiva.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 16pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 0);font-family:Arial;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Figura e fundo, uma dualidade sempre em evidência&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 16pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 0);font-family:Arial;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A sucessão de episódios construtivos da obra tem outra característica muito peculiar: cada um se filia numa forma de pesquisa com características próprias; operações entre si muito diversas na manipulação dos materiais e na variedade das técnicas.&lt;br /&gt;Casar tudo isso duma forma dinamicamente harmónica e sugestiva é o segredo do artista. A nós é deixado o ensejo de observar cada trabalho desde a sua génese até ao requinte do enquadramento de apresentação − mais que uma simples e substantiva moldura, quase sempre tratada como elemento adicional de surpresa.&lt;br /&gt;Começo por aludir ao primeiro dos elementos presentes na “descoberta” de cada obra: a fortíssima categorização das ideias de “figura” e de “fundo”.&lt;br /&gt;O céu, o chão, o horizonte ou a misteriosa distância a que se situa esse “fundo” é um exercício de subtilezas, baseado em grande número de trabalhos numa técnica da projecção de partículas de cores diversas.&lt;br /&gt;Simples, dirá o observador incauto; rigoroso e expressivo digo eu, pela justeza e sobriedade das categorizações conseguidas.&lt;br /&gt;O recorte e a colagem são outro dos episódios facilmente despistáveis do processo criativo, sendo apreciável a singeleza e o engenho colocado na pesquisa de cada elemento utilizado.&lt;br /&gt;A decifração da origem de cada fragmento é pitorescamente poética, e revela a adopção de “achados” que equivalem ao embuste teatral de tornar complexo o que é simples e à simulação mágica de tornar simples o que é complexo.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 16pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 0);font-family:Arial;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Atravessar a ponte que nos conduz ao país das metamorfoses&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;          &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 16pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 0);font-family:Arial;" &gt;Os gestos do desenho reforçados por uma ideia subtilíssima da pintura são o argumento principal de que dispõe Fernando Dôres na área da invenção (ou da revelação dos sonhos…).&lt;br /&gt;Personagens que se desdobram noutras, fisiologias complexas, órgãos simbióticos que placidamente se enfrentam, todos oriundos de horizontes de estranheza que, contudo, não assustam nem amedrontam quem os visite.&lt;br /&gt;Há qualquer coisa entre o pitoresco das fábulas e o absurdo dos mundos fantásticos nesta congeminação metamórfica de seres bem dispostos que convivem perfeitamente com a sua própria complexidade.&lt;br /&gt;Metamorfoses, sim, seja a palavra grafada com éfe ou ph, entendendo-se a utilização desta última forma pela carga de expectativas que sugere.&lt;br /&gt;“Metamorphoses”, sim, como ponte que atravessa para o país das visões problemáticas, oportunidade de fazermos as pazes com o universo das coisas estranhas e inquietantes que não conseguimos nomear. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 16pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 0);font-family:Arial;" &gt;&lt;o:p style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A rádio paga por todo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;s nós na divulgação da arte e da cultura&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;            &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 16pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 0);font-family:Arial;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Ouvi esta manhã pela RDP 1, em noticiário nacional, que certa estrela de Hollywood vai inaugurar uma exposição de pintura de seu pai, em Lisboa. A notícia não era dada de modo avulso porque uma comentadora suplementar dava referências quanto à qualidade da pintura exposta, influências registadas, etc.&lt;br /&gt;Os pais dos artistas de Hollywood têm todo o direito de vir fazer digressões a Lisboa, à Europa, a todo o mundo, enfim.&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;No entanto, as emissoras públicas de rádio (que somos obrigados a pagar junto com o recibo da luz eléctrica, quer as ouçamos ou não) e em geral a grande comunicação social sedeada na capital (que toda ela é paga por todos nós…) incluindo a Antena 2, deviam procurar dar-nos a ideia que entre a fronteira espanhola e o Oceano Atlântico há algo mais do que Lisboa, sua cultura, seus personagens e seus acontecimentos.&lt;br /&gt;O que nem sempre acontece, com manifesto prejuízo para todo o país que somos, e não enobrece particularmente os próprios habitantes da enorme cidade, outrora chamada “de mármore e granito”.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 16pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 0);font-family:Arial;" &gt;Fernando Dôres, sem luxos mediáticos, para ver até 1 de Julho no Museu Municipal, Edifício Chiado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 16pt;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 102);"&gt;Este texto será publicado dentro de dias pelo Diário de Coimbra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 0);font-family:Arial;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 16pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 0);font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20657167-45244928333767732?l=conversasdepintor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://conversasdepintor.blogspot.com/2007/06/fernando-dres-expe-no-museu-municipal.html</link><author>costa.brites@netvisao.pt (Costa Brites)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_rpHmx4pVAZE/RmpTo4ovDpI/AAAAAAAAACE/s2Vp45dgI4c/s72-c/0722.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20657167.post-5770793787698526953</guid><pubDate>Sun, 29 Apr 2007 09:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-05-04T13:13:01.494+01:00</atom:updated><title>Um painel de azulejos...</title><description>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_rpHmx4pVAZE/RjR0A2tUiNI/AAAAAAAAAAc/G4O5lyUCrLc/s1600-h/006+b.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5058795839478335698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_rpHmx4pVAZE/RjR0A2tUiNI/AAAAAAAAAAc/G4O5lyUCrLc/s400/006+b.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;Tendo suspendido por um certo período de tempo a publicação de comentários artísticos dedico-me agora mais assiduamente à pintura e aos azulejos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;Um amigo meu, licenciado em Direito e activo numa importante empresa que efectua a simbiose do universo jurídico com a utilidade dinâmica da informática (e, como se fora pouco, com vocacão activa e expressiva no domínio das artes plásticas, da fotografia, etc.), tendo Coimbra como o centro do seu universo de referências, pediu-me um trabalho que evocasse a faculdade onde estudou e a cidade respectiva na linguagem singela e franca que é típica do azulejo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A respeito do painel que acima se publica (e que é apenas uma parte da totalidade do trabalho em referência) redigi, como é meu hábito, uma “memória descritiva, que faz uma “visita guiada” ao mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Coimbra, síntese idealizada:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;“… apresenta-nos uma síntese de vários pontos de importância paisagística no contexto institucional, cultural e arquitectónico desta cidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma tal visão organiza-se de acordo com uma certa ideia de perspectiva, colocado o observador num sítio ideal elevado, com linhas irradiantes ao longo das quais os diversos monumentos e edifícios se orientam, de acordo com a lógica de anfiteatro da própria cidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O “Largo da Portagem”, de modo a acolher a perspectiva das traseiras de “S. Bartolomeu”, dinamiza-se num arco de círculo, concordante para o lado esquerdo com a posição da “Sé Velha”, e para o lado direito com a casa do “Governo Civil”.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A liberdade da composição permite entrever alguns dos locais de passagem em que toda a cidade se encontra, além do “Largo da Portagem”, a “Couraça de Lisboa” o “Largo da Sé Velha”, a “Praça da República”, o miradouro anexo à Faculdade de Farmácia, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rangendo amarelo, Portagem além, &lt;strong&gt;um carro eléctrico&lt;/strong&gt; desértico como a sua própria ausência das ruas de Coimbra, conduz-nos para onde a nossa imaginação quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irá para o Tovim?&lt;br /&gt;Irá para Celas ou para Santo António dos Olivais?&lt;br /&gt;Será o 7, o 4 ou o 3?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Oscila e range ladeiras acima. Meio barco, meio carrocel é um encanto para as crianças que nele se penduram e para os amigos que podem fazer sala de estar na frescura livre das plataformas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sim, os eléctricos, de que toda a gente gostava, uma coisa que já não há, que ficava barato e não poluia...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De resto, não se enumeram aqui todos os componentes desta "paisagem", dado que é um exercício que fica reservada a todos os conhecedores e admiradores da cidade, que vão ter o prazer de os identificar um a um, num pequeno exercício de memória equivalente ao vagabundear liberto por ruas, praças e ladeiras.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O único elemento figurado que se observa “olhos nos olhos” e que, por isso, estabelece a linha de horizonte é o do paço real transformado em Universidade de Coimbra.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Flanqueando esta perspectiva idealizada erguem-se duas arborescências laterais, com uma expressão primaveril e fundo da mesma cor que aquece o rosto do “Sol”.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt;Esclarecimento:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;A obra apresentada, na sua versão completa, já foi colocada no interior da residência desse meu amigo, graças à colaboração inestimável dos meus amigos Paulo Malva e Cláudio, a quem agradeço a destreza e a eficácia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20657167-5770793787698526953?l=conversasdepintor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://conversasdepintor.blogspot.com/2007/04/um-painel-de-azulejos.html</link><author>costa.brites@netvisao.pt (Costa Brites)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_rpHmx4pVAZE/RjR0A2tUiNI/AAAAAAAAAAc/G4O5lyUCrLc/s72-c/006+b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20657167.post-1125449186645808033</guid><pubDate>Thu, 19 Apr 2007 16:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-04-29T21:39:42.149+01:00</atom:updated><title>Com tantas serranias por aí à boa vida, olha o que havia de calhar a esta Serra, tão única, tão espelho nosso, tão igual ao que sonhamos</title><description>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket" src="http://i168.photobucket.com/albums/u166/conversasdepintor/0360b.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;Aos lugares pertence a paisagem como pertencem a cada pessoa o rosto, a figura, o carácter.&lt;br /&gt;É por me olhar ao espelho todos os dias que posso dizer aquela frase simples, de auto reconhecimento fundamental:&lt;br /&gt;- Olha, aquele sou eu!&lt;br /&gt;Rosto, imagem, palco do teatro ambulatório que mostra ao mundo o espectáculo do que nos vai cá dentro.&lt;br /&gt;Os grandes acidentes e fenómenos da paisagem, tal como qualquer pequeno recanto habitado, têm na sua imagem algo que lhes confere personalidade, consoante a capacidade do nosso sentimento em reconhecê-los e valorizá-los.&lt;br /&gt;O caso das serras é, dentre todos, de uma natureza muito distinta.&lt;br /&gt;Aquela formidável concentração de massa e energia vital dá às serras o carácter de coisas transcendentes, com identidade e potencial simbólico.&lt;br /&gt;A nossa Serra, continente indizível de episódios vividos ou sonhados, é aquele vulto familiar que avistamos de longe ao chegar, com emoção; é sustentáculo de uma confiança ignota que fica ali de reserva para todo o sempre, se partimos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket" src="http://i168.photobucket.com/albums/u166/conversasdepintor/0364c.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;&lt;strong&gt;Uma fileira de pilares, bandarilhas de vulgaridade no dorso dum mito…&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi com desgosto consternado que notei, há tempos, que a Serra estava a ser sacrificada&lt;br /&gt;por uma enfiada desses novos, pragmáticos e nada quixotescos moinhos de fazer electricidade. À banda, rompe-se a cicatriz de uma imperiosa “linha de transporte de energia”.&lt;br /&gt;Não vou contestar a medida, nem discuti-la, nem perder tempo entristecendo-me com mais este abanão no património paisagístico.&lt;br /&gt;Estamos mentalizados por forças esmagadoras e infatigáveis a prescindir de tudo − do mais sagrado ao mais singelo − em nome de razões materialistas que uma atroz ideia de “modernidade” torna inevitáveis.&lt;br /&gt;Uma Serra com seu imenso vulto sagrado transformado em dragão de carrossel de feira, com as escamas do dorso feitas candeeiros de loja de bric-à-brac; já não posso embrenhar-me por ela em sonhos, com medo de tropeçar num molho de kilovátios.&lt;br /&gt;E o mesmo sucederá às bruxas, aos lobisomens, às aves do paraíso, às fadas madrinhas e aos duendes!...&lt;br /&gt;É mais uma razão pragmática, económico-financeira, a ganhar espaço ao sonho, aos valores imaginários, à alma das coisas.&lt;br /&gt;Por toda a Europa se instalam centrais eólicas como esta. Como são escolhidos os sítios, não sei. Do que leio e vejo nas notícias uma coisa é frequente: nos locais onde a paisagem é considerada um património significativo para as populações, são muito activos os movimentos cívicos que clamam em sua defesa.&lt;br /&gt;São formados para aquelas pessoas que têm respeito pela imagem do seu rosto, e que se reconhecem nas paisagens da sua terra como se se olhassem ao espelho!...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#339999;"&gt;Este texto foi publicado no "Trevim", na sua edição de 19 de Abril de 2007, e as fotos aqui publicadas foram tiradas antes do mau passo...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20657167-1125449186645808033?l=conversasdepintor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://conversasdepintor.blogspot.com/2007/04/com-tantas-serranias-por-boa-vida-olha.html</link><author>costa.brites@netvisao.pt (Costa Brites)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20657167.post-6451933587962812798</guid><pubDate>Wed, 18 Apr 2007 11:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-04-29T21:38:13.451+01:00</atom:updated><title>semanário Trevim, "uma voz nova para uma Lousã renovada"</title><description>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_rpHmx4pVAZE/RjSKJ2tUiOI/AAAAAAAAAAk/vC6FtKrd-so/s1600-h/Trevim.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5058820183352969442" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_rpHmx4pVAZE/RjSKJ2tUiOI/AAAAAAAAAAk/vC6FtKrd-so/s400/Trevim.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt;Tenho o prazer de anunciar aos meus visitantes que se reforça a antiga amizade que me liga ao semanário Trevim, da Lousã, localidade onde também resido, mediante o aparecimento de crónicas breves com temas genéricos sob a designação de &lt;strong&gt;"bicas curtas"&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt;O &lt;strong&gt;"Trevim"&lt;/strong&gt; toma o seu nome a partir do topónimo do cume mais elevado da &lt;strong&gt;Serra da Lousã&lt;/strong&gt; e é um periódico muito conhecido e prestigiado da imprensa local, cuja publicação vai comemorar o seu quadragésimo aniversário no corrente ano, dado que começou a ser dado à estampa a &lt;strong&gt;1 de Outubro de 1967.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20657167-6451933587962812798?l=conversasdepintor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://conversasdepintor.blogspot.com/2007/04/semanrio-trevim-uma-voz-nova-para-uma.html</link><author>costa.brites@netvisao.pt (Costa Brites)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_rpHmx4pVAZE/RjSKJ2tUiOI/AAAAAAAAAAk/vC6FtKrd-so/s72-c/Trevim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20657167.post-8662791170745697545</guid><pubDate>Thu, 14 Dec 2006 17:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-04-30T17:57:25.941+01:00</atom:updated><title>Os painéis de azulejos da estação do caminho de ferro da Lousã, o que esteve antes e o que estará depois</title><description>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Uma visita feita à estação de caminho de ferro da Lousã diz muito mais ao cidadão atento aos valores do património no seu sentido lato do que ao artista cativado pela ideia de uns simpáticos painéis de azulejos.&lt;br /&gt;Os 100 anos comemorados acentuam a noção de que nos encontramos perante um património objectiva e subjectivamente valiosíssimo, da época fantástica da expansão da ferrovia.&lt;br /&gt;A totalidade do espaço ocupado pela estação, remetido à época que a viu nascer, revela amplidão de horizontes e de fé no futuro, os quais poderão certamente associar-se à melhor tradição do espírito produtivo da Lousã.&lt;br /&gt;Oxalá que um tal conjunto possa ser mantido em todos os elementos que o caracterizam, se possível restaurados nos aspectos em que começa a tornar-se mais notória a sua degradação: além do mais, &lt;strong&gt;o “cais coberto”&lt;/strong&gt;, exemplo que se torna raro dos edifícios de trabalho que tão numerosamente têm sido destruídos em Portugal, com o gabarito respectivo, a balança e um guindaste de operação manual, portentoso vestígio de arqueologia industrial, magnífico na singela inutilidade a que as modernas tecnologias o remeteram.&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket" src="http://i168.photobucket.com/albums/u166/conversasdepintor/007b.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sobre os azulejos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os azulejos que se encontram na estação da Lousã, eles também carentes de cuidados de restauro, não são propriamente “painéis de azulejos” no sentido mais enobrecido que se dá ao termo.&lt;br /&gt;As cercaduras, construídas com azulejos de série, nada têm a ver com o motivo central, não são do mesmo estilo nem da mesma técnica, sendo notório o facto de não serem das mesmas dimensões entre si, o que obrigou a pequenas manobras de aplicação, especialmente visíveis nos dois conjuntos centrais. Tais cercaduras, formadas por um encadeado singelamente decorativo de flores e folhas, são encimadas por medalhões que pouca qualidade acrescentam ao conjunto.&lt;br /&gt;As três placas de azulejos que mostram a palavra Lousã, ao centro e nas paredes laterais da gare, têm cercaduras com o mesmo padrão, mas em azulejos visivelmente mais recentes, de vidrado liso e já não relevados como os das cercaduras restantes.&lt;br /&gt;Os motivos centrais, ao gosto de ilustrações da época ou bilhetes postais, não se encontram datados nem assinados por Jorge Colaço, contendo a indicação, isso sim, de que foram produzidos nas “oficinas de Jorge Colaço – Cª das Fªs. Cª Luzitânia”, o que é diferente, como a sua execução amplamente denuncia.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_rpHmx4pVAZE/RjUODWtUiVI/AAAAAAAAABc/rXO4LOfD0pc/s1600-h/002.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5058965207218686290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_rpHmx4pVAZE/RjUODWtUiVI/AAAAAAAAABc/rXO4LOfD0pc/s200/002.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Se os interessados visitarem por exemplo a estação de S. Bento no Porto, decorada com os seus espampanantes vinte mil azulejos historiados, assinados pelo artista, ou os painéis do Grande Hotel do Buçaco, do mesmo autor, e fizerem a comparação com estes da estação da CP da Lousã, saberão perfeitamente de que é que estou a falar.&lt;br /&gt;Termino fazendo referência a um objecto clássico em todas estações da CP: o indispensável relógio de Paul Gaultier, neste caso ausente por nunca ali ter estado, ou por ter sido removido.&lt;br /&gt;Oxalá fosse esse o único elo em falta na cadeia de expectativas da velha linha de caminho de ferro, cuja estação de chegada é como as horas dadas por relógios ausentes, de mostradores com números muito avultados, mas sem ponteiros que esqueceram o que foi o antes e ainda não sabem o que será depois. &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#339999;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este texto foi publicado no semanário "Trevim" de 14 de Dezembro de 2006, no suplemento comemorativo do centenário do Ramal da Lousã&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#339999;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_rpHmx4pVAZE/RjTMGWtUiQI/AAAAAAAAAA0/yRljUWl6s8Q/s1600-h/10+paisagem+03.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5058892690990860546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_rpHmx4pVAZE/RjTMGWtUiQI/AAAAAAAAAA0/yRljUWl6s8Q/s400/10+paisagem+03.jpg" border="0" /&gt; &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#339999;"&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_rpHmx4pVAZE/RjTMGWtUiQI/AAAAAAAAAA0/yRljUWl6s8Q/s1600-h/10+paisagem+03.jpg"&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;para ampliar: clicar na imagem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20657167-8662791170745697545?l=conversasdepintor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://conversasdepintor.blogspot.com/2006/12/os-painis-de-azulejos-da-estao-do.html</link><author>costa.brites@netvisao.pt (Costa Brites)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_rpHmx4pVAZE/RjUODWtUiVI/AAAAAAAAABc/rXO4LOfD0pc/s72-c/002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20657167.post-808233877109395811</guid><pubDate>Sun, 03 Dec 2006 12:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-07-16T12:55:02.180+01:00</atom:updated><title>Uma artista de elevado nível que Coimbra faz por ignorar</title><description>&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;&lt;strong&gt;À “minha Túlia”, a homenagem simples tão só de uma criança&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);font-size:85%;" &gt;Este artigo foi publicado no Diário de Coimbra no dia 03 de Dezembro de 2006, no espaço "Temas de Domingo", pg. 20.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://s168.photobucket.com/albums/u166/conversasdepintor/conversas%20de%20pintor/?action=view&amp;amp;current=01-Tlia-e-Ins-Paulino.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i168.photobucket.com/albums/u166/conversasdepintor/conversas%20de%20pintor/01-Tlia-e-Ins-Paulino.jpg" alt="T&amp;amp;uacute;lia e In&amp;amp;ecirc;s Paulino" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);font-size:85%;" &gt;Túlia Saldanha e Inês Paulino, no CAPC, no começo dos anos 80&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;Carta à minha estimada amiga Túlia Saldanha, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Tenho muita pena de não ter podido estar presente no último encontro que tinha marcado consigo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Realmente estava mal informado sobre o seu estado de saúde quando vi o anúncio de que iria fazer parte dum painel de especialistas para discutir, no contexto das iniciativas da ARCO em Madrid, as actividades pedagógicas ligadas ao ensino e divulgação das artes plásticas, há cerca de uma dúzia e meia de anos atrás. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Já não pudemos encontrar-nos e tive de conformar-me com a sua ausência devido a motivo de força maior. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;A notícia do seu falecimento consternou, como é tão abundantemente sabido, uma boa mão-cheia de amigos desta velha cidade e tantos outros admiradores que, fora dela, tiveram o privilégio de consigo trabalhar e de consigo viver o gosto e a paixão da arte. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Muitos são os eleitos mas poucos os escolhidos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;À engenharia das preferências colectivas e das homenagens públicas se pode aplicar a mesma frase que se aplica a muitas outras situações: diz-me como e quanto homenageias e eu dir-te-ei quem és. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Lembro-me disto, Túlia, porque sou reincidente em homenageá-la muito singelamente, por palavras breves mas calorosas de sincera admiração. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Por mim não fica a sociedade em falta consigo em salientar o valor seguro do seu labor metódico ao serviço de toda a cultura e de todas as artes, mas, acima de tudo, ao serviço da arte sem academias, nem medalhas, nem poses estudadas, da sua preciosa dedicação pela sensibilidade das pessoas em si mesmas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;&lt;strong&gt;Confesso-lhe que tenho tentado uma e outra vez convencer todas as pessoas com quem converso de que há uma enorme dívida pública para com a lúcida atenção que dedicou às artes, às suas técnicas, ao seu exercício oficinal e, principalmente, à sensibilizada percepção dos seus valores mais profundos.&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;A Túlia pertencia à rara multidão dos eleitos, mas não granjeou a condição de escolhida, por culpa de modéstia própria e do funcionamento fatal da sociedade em que viveu. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Venho por isso contar-lhe a pequena palavra de uma criança, em substituição de uma grande homenagem institucional, tentando disfarçar o pecado de ocultação que têm cometido todos os seus contemporâneos e sobretudo os que foram testemunhas, utentes e beneficiários directos, individuais ou colectivos, dessa mesma obra e dessa mesma atenção. A homenagem sem preço do afecto de um menino &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Além de artista e dinamizadora cultural exerceu a minha amiga a profissão de educadora, actividade da qual foi afastada ao final da sua carreira, por um processo burocraticamente lamentável e verdadeiramente kafkiano que talvez pouca gente conheça. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Anos antes, porém, fora educadora num infantário do qual era utente um filho meu, criança que, como tantas, lutava com certas dificuldades de enquadramento devido à timidez e à incapacidade de reagir perante o meio já agressivo da comunidade infantil. A problemática que viveu foi um tanto perturbadora, sucedendo-se as conjecturas improdutivas de outras educadoras e até da directora do estabelecimento em causa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;A produção de opiniões em nada resultou até que tivemos a sorte de vir para o infantário Túlia Saldanha, que estabeleceu com o menino um relacionamento sem problemas, que conseguiu integrá-lo no colectivo e que fez desabrochar nele a capacidade límpida duma natureza somente tocada de alguma raridade, sem patologias negativas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;A amizade entre menino e educadora, centrada principalmente no trabalho de expressão plástica que desenvolvia, foi tão caloroso que, desde então, Túlia Saldanha perdeu o seu nome artístico para ser bem conhecida entre nós da forma como passou a designá-la esse menino: “a minha Túlia”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Fique pois sabendo, além disso, que aqui em casa, falando-se de artistas, não viramos todos o rosto para o mesmo lado donde sopra o vento das amenas conveniências da unanimidade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Artistas, apreciamos todos, e a todos dedicamos a atenção que a obra justifica e merece. Mas não queremos ver na paisagem apenas o lado onde bate o sol das preferências sem questionamentos raros. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;E a si, cara amiga, para além do conhecimento que temos da grande obra por si desenvolvida e da sua total indiferença pelas homenagens deste mundo, creia que ficou “a minha Túlia” para todo o sempre, no imaginário de uma pequena família sem importância que rememora o seu trabalho inteligente como um bálsamo, e a sua perspicácia humana como um acto produtor de futuro em harmonia e felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20657167-808233877109395811?l=conversasdepintor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://conversasdepintor.blogspot.com/2006/12/uma-artista-de-elevado-nvel-que-coimbra.html</link><author>costa.brites@netvisao.pt (Costa Brites)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20657167.post-113803029923301119</guid><pubDate>Mon, 23 Jan 2006 15:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-04-29T10:42:00.119+01:00</atom:updated><title>Uma imagem e muito menos que mil palavras...</title><description>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1425/1972/1600/120.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1425/1972/400/120.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;A publicação destas crónicas tem tentado preencher uma certa escassez de opinião no domínio das artes plásticas, chamando a atenção para uma área de interesses que é geralmente remetida para uma zona muito pouco iluminada do espectro da comunicação social. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;Tais crónicas fazem parte dum mais alargado número que se encontra “arquivado” na minha página pessoal, e encontram-se aqui publicadas enquanto não transitam para esse mesmo local, dado que o “blog” é operado e transformado por mim em qualquer ocasião e a página pessoal é, tecnicamente, de mais difícil acesso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#339999;"&gt;A ilustração deste “post” reproduz um trabalho de minha autoria, e é uma pequena “gratificação visual” para aqueles que tiverem a gentileza de aqui entrar. Se desejar vê-la ampliada, basta clicar sobre a mesma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20657167-113803029923301119?l=conversasdepintor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://conversasdepintor.blogspot.com/2006/01/uma-imagem-e-muito-menos-que-mil.html</link><author>costa.brites@netvisao.pt (Costa Brites)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20657167.post-113761347248417983</guid><pubDate>Wed, 18 Jan 2006 19:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-04-29T10:27:55.319+01:00</atom:updated><title>O Passado ao Espelho, máquinas e imagens das vésperas e primórdios da Photographia</title><description>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1425/1972/1600/097.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1425/1972/400/097.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#000099;"&gt;vista parcial do desdobrável que apresenta o Museu da Física (Universidade de Coimbra)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#6600cc;"&gt;Publicado no Diário de Coimbra de 25 de Janeiro de 2006&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No Museu da Física da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra tem estado patente ao público uma excelente exposição assim inspiradamente designada por Alexandre Ramires, com toda a experiência e conhecimento que lhe são reconhecidos no domínio da história da fotografia e da utilização das imagens.&lt;br /&gt;Traz-nos documentos de preciosa e pitoresca referência ao imenso dealbar da photographia, perdão, da fotografia, e que estimulam a apreciação do novo relacionamento com as imagens que a nossa civilização tem empreendido.&lt;br /&gt;No painel de entrada encontra-se a ampliação dum daguerreótipo executado há mais de 150 anos com uma visão de Santa Clara tal como era naquela remota primeira metade do século XIX.&lt;br /&gt;Chamei-lhe não “um documento” ou “um aspecto”, mas “uma visão” de Santa Clara. É que entre o objecto histórico que trouxe a imagem até aos nossos dias e a sua ampliação a uma escala impensável para os seus contemporâneos, interpôs-se o processo inteligente da sua “escolha” como referencial, autêntica “figura de convite”, preâmbulo ou desafio de quem entrasse para ver.&lt;br /&gt;Por acasos técnicos inerentes à sua antiguidade, uma espécie de cortina ondulante avança sobre a larga paisagem do lado esquerdo e há zonas de erosão em seu redor que lançam sobre o conjunto uma inquietante sensação de mutabilidade. Uma mais demorada reflexão permite pensar numa abertura para a indeterminação ou interferência da subjectividade…&lt;br /&gt;O que significa que tudo o que a exposição documenta, acrescentado por tudo aquilo que entretanto se passou e abre para um futuro sem margens, resulta sempre da qualidade das opções que são feitas, perante cada caso concreto, dos meios que surgem ao nosso alcance.&lt;br /&gt;Alexandre Ramires, ao ter escolhido aquela “photographia” e não outra, efectuou uma escolha para dar ideias, não apenas sobre a resultante de certos descobrimentos surpreendentes, mas do uso da visão para construir uma imagem de nós próprios na envolvente do mundo que nos cerca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almeida Garret, em pessoa!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre daguerreótipos presentes há um que retrata Almeida Garret.&lt;br /&gt;Confesso que sempre achei ingénuas e decepcionantes algumas das configurações idealizadas da figura deste expoente das nossas letras.&lt;br /&gt;O invento de Daguerre fornece, apesar da sua antiguidade, resultados surpreendentemente eficazes de veracidade, como comprovam certas ampliações que delas é possível efectuar.&lt;br /&gt;Olhar para Almeida Garret com toda a calidez dum rosto enigmático, mas fortemente expressivo, produziu-me uma emoção estranha e indescritível. A mesma que, ao tempo em que o invento ocorreu, assustou tanta e tanta gente que preferia não olhar essas estranhas imagens que, dir-se-ia, transportavam no brilho do olhar a própria vivacidade da alma.&lt;br /&gt;Para além dos documentos que comprovam a celeridade com que a Universidade de Coimbra (única ao tempo em todo o nosso território) reconheceu e divulgou as novas descobertas, a mostra efectua uma contextualização cultural atendendo a antecedentes e consequentes, algo sugestivo do que se chama a “adesão às novas tecnologias”, variante da abertura a tudo o que é novo, mas sabendo escolher entre o que é interessante e produtivo e o que é supérfluo ou de falso efeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lixo visual e o aviltamento dos imaginários&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do encontro com a lanterna mágica, com o microscópio de projecção, com as câmaras e vistas ópticas, a estereoscopia, a câmara obscura e a câmara lúcida; depois de aflorar o universo de certas palavras mágicas, os calótipos e papéis salgados, o colódio e as albuminas, as “mouse trap” de Fox Talbot; depois de rememorar nomes de insignes agentes de cultura – alguns injustamente esquecidos – como Antonino Vidal, Joaquim Augusto Simões de Carvalho, Joaquim Possidónio Narciso da Silva, o visitante será impelido a questionar a abundância sem limites de imagens nos dias de hoje e as opções a fazer perante a oferta devastadora que tem ao seu alcance.&lt;br /&gt;Será que conseguimos fugir de forma eficaz à trivialização da imagem do mundo, evitando o empobrecimento ou até aviltamento do nosso próprio imaginário?&lt;br /&gt;Saio da exposição já tarde escura, entro num luxuoso (mas atrasado) autocarro munido de écran que despeja imagens promocionais surtidas de “spas”, “health resorts” e “trainning centers” por sobre uma multidão sisuda de cidadãos ansiosos de chegar algures.&lt;br /&gt;Passo ainda pela fachada da catedral futebolística da cidade, agora com a sua “óvnica” arquitectura cada vez mais submersa por estridentes painéis publicitários com centenas de metros quadrados de imagens sem nexo ou cabimento estético-urbanístico.&lt;br /&gt;Recordo o que me disse Alexandre Ramires a respeito da preservação da memória e da invasão, sem lei nem gosto, do lixo visual.&lt;br /&gt;Oh, como adoece o horizonte entre bosques queimados e anúncios de coisas vãs!...&lt;br /&gt;Oh, que falta sinto de um cidade capaz de acolher hospitaleiramente o meu olhar, sem a buzina esquizofrénica das coisas que não preciso e a beleza artificial dos estereótipos sem alma!...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20657167-113761347248417983?l=conversasdepintor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://conversasdepintor.blogspot.com/2006/01/o-passado-ao-espelho-mquinas-e-imagens.html</link><author>costa.brites@netvisao.pt (Costa Brites)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item></channel></rss>